A Europa enfrentará uma falta de gás e pico de preços logo na próxima década se não decidir rapidamente aumentar a importação da Rússia, já que o gás comprado dos Estados Unidos ou do Catar não suprem a demanda, disse a gigante de energia russa Gazprom à Reuters.
A administração Trump disse que pretende oferecer gás norte-americano para a Europa e Ásia, citando uma necessidade de reduzir a influência de players como a Rússia e Opep.
A oferta de gás russo para a Europa se tornou cada vez mais politizada desde que Moscou interrompeu o fornecimento para a Ucrânia na última década em meio a disputas de preço e depois de a Rússia ter anexado a Crimeia da Ucrânia em 2014.
O Ocidente acusou a Rússia de usar o gás como uma arma política. Moscou respondeu culpando o Ocidente por bloquear seus novos projetos de gasodutos por motivos políticos e não econômicos.
O aviso sobre a possibilidade de uma crise de abastecimento vem com a preparação da Gazprom para começar a realizar entregas em larga escala para a China, um movimento remanescente da estratégia russa de petróleo, sob a qual Moscou se tornou um grande fornecedor para Pequim.
O vice-chefe da Gazprom, Alexander Medvedev, disse que a companhia teria oferta o suficiente tanto para Europa quanto Ásia, mas era a hora de a Europa decidir onde procuraria gás natural no momento em que a demanda do continente aumenta e sua produção encolhe.
Fonte: Reuters
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