Embora a Petrobras tenha anunciado redução no preço do gás, o valor cobrado pelas distribuidoras ao consumidor não seguiu o mesmo padrão. O preço médio do botijão de 13 quilos, na última semana de março, entre os dias 25 e 31, ficou em R$ 58,82, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Já entre 1º e 7 de abril, quando houve a redução de preços anunciada pela Petrobras, o produto estava sendo vendido R$ 69,11, em média.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), Sergio Bandeira de Mello, a redução de preço estabelecida pela Petrobras não impacta diretamente o bolso do consumidor porque representa apenas 1/3 do valor final do botijão. Como a concorrência é livre, há grandes disparidades entre os valores cobrados pelas distribuidoras, já que cada uma acrescenta seu custo operacional próprio. Isto é, além do valor da matéria prima, são somados os impostos, os gastos com logística e o custo de revenda.
– Mais que um produto, vendemos o serviço. Depois que a Petrobras bombeia em nossos tanques, cada distribuidora tem que engarrafar o GLP, levar às casas, instalar e ainda verificar se existem vazamentos. – explicou Bandeira.
Outro motivo para o preço elevado são os pedidos de última hora, que atrapalham a otimização das entregas. Uma pesquisa da Sindigás revelou que os consumidores desejam que o botijão seja entregue, em média, em 17 minutos, o que faz com que as distribuidoras gastem mais com funcionários e transporte. Como não há preço tabelado desse produto, a concorrência entre as marcas permite que o consumidor faça uma pesquisa de preço para escolher o botijão que melhor lhe atende, além de favorecer a negociação entre usuários e distribuidoras.
Fonte: Extra
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