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Leilão de petróleo arrecada R$ 8 bilhões em bônus e bate recorde

Os nove blocos leiloados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) na Bacia de Campos garantiram à 15ª Rodada de licitações o posto de maior leilão de concessão da história das rodadas realizadas pela agência.

A fase da oferta de concessões marítimas terminou com 22 blocos arrematados dentre 47 ofertados. Na segunda etapa do leilão, em que foram ofertados blocos terrestres das Bacias do Parnaíba e Paraná, não houve propostas de empresas.

Ao todo, 20 empresas disputam 68 blocos do certame – o primeiro de uma série de três licitações que o governo planeja para este ano. Os blocos estão em sete bacias: Campos, Ceará, Potiguar, Santos e Sergipe-Alagoas, em mar, e Paraná e Parnaíba, em terra.

A 15ª Rodada acumulou arrecadação de R$ 8,014 bilhões em bônus de assinatura, com ágio médio de 621%. O certame superou os R$ 3,8 bilhões da 14ª Rodada, realizada em setembro de 2017.

Todos os blocos da Bacia de Campos foram arrematados. O consórcio Petrobras/Statoil/ExxonMobil levou o bloco C-M-657, por R$ 2,128 bilhões, e o bloco C-M-709, por R$ 1,5 bilhão. A estatal entrou como operadora nas duas áreas.

A Exxon e Petrobras também se associaram, junto com a Qatar Petroleum, pelos blocos C-M-753 e C-M-789. O consórcio, operado pela americana, conquistou as concessões com bônus de R$ 330 milhões e R$ 2,824 bilhões, respectivamente. BP/Statoil, por sua vez, arremataram os blocos C-M-755, por R$ 43,361 milhões, e R$ C-793, pelo mesmo valor.

Já a Shell/Chevron/Petrogal levaram, juntas, o C-M-791, por R$ 551 milhões. Repsol/Wintershall/Chevron, por sua vez, conquistaram o C-M-821, por R$ 51,8 milhões, e o bloco C-M-823, por R$ 40 milhões.

Na Bacia de Santos, o consórcio formado pela ExxonMobil (64%) e Qatar Petroleum – QPI (36%) arrematou o bloco S-M-536, por R$ 165 milhões, superando a oferta da Shell (50%)/Chevron(50%), de R$ 83 milhões. Exxon/QPI também arremataram o bloco S-M-647, por R$ 49,5 milhões, sem concorrência. Já o consórcio Chevron (40%)/Wintershall (20%)/Repsol (40%) ficou com o bloco S-M-764, por R$ 131,9 milhões, também sem concorrência.

No caso da Bacia Potiguar, a Petrobras levou sozinha o bloco POT-M-762 por R$ 5,134 milhões. A alemã Wintershall adquiriu sozinha, por sua vez, o POT-M-857, por R$ 57,3 milhões, superando Petrobras/Shell/Petrogal; além do bloco POT-M-863, por R$ 24,6 milhões, e do POT-M-865, por R$ 16,3 milhões, vencendo o consórcio Petrobras/Shell nas duas.

A Petrobras apresentou ofertas por cinco blocos, mas adquiriu, em sociedade com a Shell (40%) os blocos POT-M-859, por R$ 13,5 milhões, e POT-M-952, por R$ 20,05 milhões, sem concorrência. A Shell arrematou, sozinha, o POT-M-948, por R$ 1,9 milhão.

A Wintershall foi a única empresa que fez oferta pela bacia marítima do Ceará. A empresa arrematou por R$ 9 milhões o bloco CE-M-601.

Na Bacia Sergipe-Alagoas, o consórcio ExxonMobil (50%)/Queiroz Galvão (30%)/Murphy (20%) ficou com os dois blocos, SEAL-M-573 e SEAL-M-430, pagando R$ 3,63 milhões por cada uma das concessões. Não houve concorrência.

Blocos terrestres

Na segunda etapa do leilão, em que foram ofertados blocos terrestres das Bacias do Parnaíba e Paraná, não houve propostas de empresas.

A etapa terrestre envolvia 21 blocos, sendo 13 no Paraná e oito no Parnaíba.

 

Fonte: Valor Online

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