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Recuperação da indústria mineira impulsiona lucro da estatal Gasmig

Impulsionada pela recuperação do consumo de gás natural pela indústria de Minas Gerais, principalmente o setor de siderurgia, a Gasmig, distribuidora de gás controlada pela Cemig, obteve forte melhora em seus resultados de 2017, e espera que a recuperação continue em 2018.

O lucro líquido da companhia subiu 53% ano passado, para R$ 149 milhões. Em entrevista ao Valor, o presidente da estatal, Pedro Magalhães, disse que a expectativa é chegar a um lucro líquido de R$ 200 milhões neste ano.

A receita líquida subiu 22,5%, para R$ 1,4 bilhão, devido ao aumento de 12,7% no volume de gás distribuído, além do aumento médio de 7,8% nas tarifas. O faturamento bruto chegou a R$ 1,77 bilhão, alta de 11%. Segundo Magalhães, a expectativa é chegar a um faturamento bruto de R$ 2,2 bilhões neste ano.

Além do aumento da receita, o resultado também foi beneficiado pela redução de despesas operacionais. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 40% em 2017, para R$ 271,1 milhões.

Desconsiderando o uso de gás natural fornecido para termelétricas, o volume distribuído cresceu 13% ano passado, para 957,5 milhões de metros cúbicos. A receita com distribuição de gás subiu 18%, para R$ 1,54 bilhão. O segmento industrial continua representando, de longe, o maior volume distribuído, com alta de 13%, para 895,4 milhões de metros cúbicos.

O maior crescimento, em volume e faturamento, foi no segmento residencial, que ainda representa uma fatia muito pequena do total vendido. O volume teve alta de 238% ano passado, para 12,7 milhões de metros cúbicos, com receita de R$ 12,2 milhões, alta de 267%.

Outro segmento que foi destaque foi o automotivo, resultado de ações de incentivo da Gasmig, apostando na recuperação do mercado de gás natural veicular (GNV) em Minas Gerais. O volume de gás distribuído nesse setor subiu 2%, para 33,3 milhões de metros cúbicos, com receita de R$ 60,8 milhões, alta de 7%. De acordo com a companhia, os resultados demonstram uma trajetória oposta no mercado mineiro de GNV em comparação com o restante do país.

Segundo Magalhães, a tendência é que o aumento no consumo de gás natural se mantenha neste ano. Dados preliminares do primeiro trimestre de 2018 apontam alta de 20% no consumo, saindo de uma média diária de 2,2 milhões de metros cúbicos para 2,64 milhões de metros cúbicos.

“Apostamos na recuperação da indústria, e estamos buscando outros clientes”, disse Magalhães. Ano passado, o número de consumidores industriais caiu, saindo de 112 para 107. Segundo o presidente da Gasmig, o foco é em empresas que utilizem outro tipo de fonte para gerar energia, como algumas que importam carvão ou utilizam óleo diesel. “Trabalhamos muito

para puxar para o gás natural”, disse.

No segmento residencial, o número de consumidores dobrou, saindo de 15 mil em 2016 para 30,6 mil ano passado.

“Queremos migrar outras 30 mil residências neste ano, estamos indo a outras cidades”, disse Magalhães. A ideia é sair da região metropolitana de Belo Horizonte para chegar aos 60 mil consumidores residenciais.

A companhia vai iniciar atividades em Juiz de Fora, com atuação no centro e em três bairros, e também em Poços de Caldas. Uberaba e Uberlândia também são alvos para a Gasmig.

 

Fonte: Valor Econômico