Na onda da grande crise de abastecimento causada pela greve dos caminhoneiros, o deputado distrital Wasny de Roure (PT) apresentou projeto para estimular o uso do gás natural veicular (GNV) e do biodiesel no Distrito Federal. O objetivo é obrigar a venda dos combustíveis alternativos em todos os postos da capital do país.
A medida repete o que já ocorre em outras capitais, como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, locais em que já se popularizaram. O destaque é o Rio de Janeiro, onde o gás veicular (GNV) é 67% mais competitivo frente ao etanol e 58% ante à gasolina. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado.
Por sinal, o estado do Rio concede desconto de 75% no Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para quem converte o carro para a nova modalidade.
Além dos constantes reajustes dos combustíveis derivados do petróleo, a ideia é fomentar o uso de recursos menos poluentes nos grandes centros urbanos. “Precisamos pensar nas energias renováveis. Afinal, uma hora o petróleo vai acabar e a população precisará de outras opções, em termos de combustível, para se locomover”, defende Wasny de Roure.
Passos lentos
Contudo, se aprovada, a proposta não sairá do papel de forma tão rápida. No DF, apenas dois postos vendem o combustível alternativo: Candangolândia e Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA).
A CEBGás, empresa do holding do grupo da Companhia Energética de Brasília (CEB), anda a passos lentos. E tem mais: uma conversão de carro a combustível fóssil para a gás custa, em média, R$ 2 mil, um valor alto se comparado com o tempo de retorno do investimento para um condutor.
O proprietário de veículo a gás ainda precisa desembolsar R$ 400 (a depender do carro) para custear uma inspeção veicular exigida pelo Inmetro anualmente.
Procurada, a CEBGás não havia se pronunciado até a publicação desta matéria.
Fonte: Metrópolis / coluna Janela Indiscreta (DF)
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