No primeiro mês após o fim da greve dos caminhoneiros, o consumo de combustíveis se recuperou da queda de 13% registrada em maio e cresceu 2,1% em junho, ante igual mês do ano passado. Na comparação com maio, a alta verificada no mês retrasado foi de 17,5%, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).
O aumento nas vendas em junho, porém, não foi suficiente para anular os efeitos da crise de abastecimento de maio e o mercado brasileiro fechou o primeiro semestre com uma baixa de 0,5%.
O consumo de diesel retomou sua trajetória de alta e avançou 7,4% em junho, frente a igual mês de 2017. Se comparado a maio, quando a greve dos caminhoneiros afetou diretamente as vendas do derivado, o crescimento foi de 33%. Na primeira metade do ano, houve um aumento de 0,8%.
Já as vendas de gasolina continuaram a cair em junho: recuaram 16,5%, na comparação anual, mas subiram 2,4% ante maio. No primeiro semestre, a queda acumulada foi de 12%. Esse recuo é, em parte, explicado pela perda de competitividade para o etanol.
As vendas do hidratado subiram 42% em junho e 38,4% no primeiro semestre. O avanço, contudo, não tem sido suficiente para sustentar o crescimento do mercado do Ciclo Otto (veículos leves que operam com gasolina/etanol). Tradicionalmente vinculado ao comportamento da renda familiar, o setor fechou o primeiro semestre com uma retração de 4,2%.
Fonte: Valor Econômico
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