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Térmicas a gás habilitaram 30% da capacidade cadastrada em leilão

Dos 28,6 GW cadastrados, apenas 8,8 GW, ou 30,7%, foram habilitados, a menor proporção entre as fontes participantes

As térmicas a gás natural cadastradas para o leilão A-6 tiveram a menor proporção de habilitação, de acordo com dados divulgados pela EPE. Dos 28,6 GW cadastrados da fonte, apenas 8,8 GW, ou 30,7% foram habilitados.

A não habilitação de uma térmica a gás foi, inclusive, a causa de uma disputa judicial que atrasou a realização do leilão por quase sete horas. A Evolution Power Partners ganhou, no dia anterior à concorrência, o direito de incluir informações sobre a inflexibilidade da usina térmica GPE Bahia 1 – a companhia chegou a entrar na disputa, mas desistiu durante o processo.

As eólicas representaram a maior parte da capacidade habilitada ao leilão – e acabaram também representando o maior volume de MW médios vendidos e de capacidade contratada. Dos 27,1 GW cadastrados da fonte, 24,1 GW foram habilitados, o equivalente a 88,8%.

Veja os detalhes para as demais fontes:

Cadastro Habilitação Proporção de capacidade habilitada (%)
Fonte Usinas Capacidade Usinas Capacidade
Biomassa 25 1.040 23 1.016 97,69
Carvão 2 940 2 940 100,00
CGH 23 66 15 40 60,61
Eólica 928 27.140 829 24.110 88,84
Gás Natural 39 28.655 14 8.811 30,75
PCH 66 941 49 684 72,69
UHE 7 333 5 166 49,85
Total 1.090 59.115 937 35.768 60,51

Problemas com registro e licenciamento

A incompatibilidade dos dados do empreendimento com o registro na Aneel foi o principal motivo para a não habilitação de projetos, seguida da ausência de licença ambiental ou incompatibilidade dos dados do empreendimento com os dados da licença.

Nos últimos leilões, a falta de disponibilidade de conexão apareceu como a principal causa para a não habilitação de projetos. O prazo para entrada em operação das usinas no caso do A-6 é mais longo, o que explica porque a conexão não foi um grande impeditivo para habilitação. Apesar disso, os empreendedores eólicos têm sinalizado a intenção de adiantar a operação dos projetos, muitos deles expansões de parques negociados anteriormente e já em construção.

 

Fonte: Brasil Energia Online

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