Colegiado que reúne estados do Sul do país e Mato Grosso do Sul solicita divulgação do volume de gás que petroleira pretende importar a partir de 2020
As distribuidoras de gás natural do sul do país e do Mato Grosso do Sul estão impedidas de avançar nas negociações de compra de gás direto da Bolívia por carência de informações que deveriam ser enviadas pela Petrobras.
Segundo o Codesul – Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul, que reúne os estados da região Sul e o Mato Grosso do Sul -, isso ocorre porque a estatal boliviana YPFB pede informações como o volume de gás que a Petrobras trará a partir de 2020, após o término do acordo atual, em 2019. Esses dados são considerados fundamentais pelos bolivianos para dar prosseguimento às negociações.
A compra direta do gás boliviano é considerada uma das principais possibilidades de suprimento para as distribuidoras da região a partir de 2020.
O grupo informou que encaminhou um ofício à Petrobras na semana passada solicitando as informações necessárias. Procurada pela reportagem da Brasil Energia, a petroleira informou que não vai comentar o assunto.
Única supridora das distribuidoras de gás natural brasileiras desde a década de 90, a Petrobras importa o insumo da Bolívia e o repassa às distribuidoras do Sul, mas pretende diminuir sua participação no mercado e não renovará os contratos que se encerram em menos de dois anos.
Os estados do Codesul lançaram no dia 10/8 uma chamada pública conjunta e têm conduzido as negociações para o suprimento futuro de forma associada, sobretudo por serem todos atendidos pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Ao não informar o volume que importará a partir de 2020, o Codesul diz que a Petrobras também emperra a elaboração da chamada pública para a contratação da capacidade de transporte do Gasbol, que deve ser lançada pela TBG em 2019.
Fonte: Brasil Energia Online
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