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Seminário no Rio de Janeiro busca expansão do uso do gás natural no transporte de massas

Começou ontem (22) e vai até amanhã a a primeira edição do ‘Seminário Internacional – Mobilidade a Gás Natural: A Solução para o Brasil’  organizado pela  Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). O evento está sendo realizado no Hotel Hilton Copacabana, no Rio de Janeiro. Empresários do setor de transportes, agentes fomentadores de políticas públicas, agentes formadores de opinião, associações do setor, concessionárias de gás canalizado e demais profissionais interessados estão discutido o tema.  A palestra inaugural é do consultor Adriano Pires, doutor em Economia Industrial e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Ele vai apresentar os ‘Novos Mercados para o Gás Natural’. O presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon, diz que “O Gás Natural Veicular (GNV) é usado internacionalmente como um combustível estratégico para reduzir o nível de emissões, não só em carros de passeio, mas em veículos pesados, em frotas e fretes e no transporte público, por conta da sua confiabilidade, produtividade operacional e segurança”.

O Presidente da Abegás quer aproveitar o evento para aumentar o uso do gás no Brasil: “Queremos fomentar a discussão de políticas públicas para o setor. A Abegás propõe promover acordos estaduais para a implementação de políticas públicas de incentivo ao uso de GNV e veículos pesados de carga e transporte de pessoas, em substituição ao óleo diesel, e criar corredores logísticos, com infraestrutura de abastecimento de GNV para veículos de transporte de carga. São medidas que podem gerar benefícios econômicos e ambientais para o País, gerando emprego e renda”.

Essas propostas constam no documento “Uma indústria do Gás Natural Competitiva para o Brasil”, com a agenda do setor para incentivar a cadeia produtiva e estimular a competitividade, o desenvolvimento da infraestrutura, a o aumento da concorrência na oferta e o crescimento da demanda, entregue ao governo eleito.  Atualmente, a frota brasileira movida a GNV é de cerca de 2 milhões de veículos, com predomínio de veículos leves (táxis, frota cativas, autônomos e particulares). Mas a experiência internacional vem apontando para o uso cada vez maior do gás natural no transporte de cargas e passageiros, de acordo com o Gerente de Estratégia e Competitividade da Abegás, Marcelo Mendonça:

 “Nos Estados Unidos, o movimento de conversão e adaptação de caminhões para o uso do gás natural se intensificou nos últimos anos e hoje já há uma frota de mais de 200 mil caminhões movidos a gás natural. Na Europa há corredores logísticos dedicados que permitem o transporte de cargas de forma mais eficiente e ambientalmente correta com gás natural. São modelos que o Brasil pode adotar para tornar a matriz de transportes mais limpa, reduzindo a pegada de carbono do País”.

O destaque de hoje (23) é o painel dedicado a políticas públicas. A diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Symone Araújo, vai falar sobre as perspectivas de oferta de gás natural no Brasil. Outro convidado, o diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Mauro Coelho, vai tratar da inserção do GNV na matriz da mobilidade urbana. A diretora  técnica do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag, vai explicar os benefícios do uso do GNV para a Saúde Pública. Staffan Filipsson, coordenador do projeto INSPIREWATER Horizon2020 da UE, vai falar sobre a experiência da Suécia na implantação do gás renovável para o transporte público.

 

Fonte: PetroNotícias

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