Os preços do petróleo fecharam em forte alta na quarta-feira (2), embora longe das máximas do dia. A melhora de sinal em Wall Street deu suporte aos preços da commodity, cuja correlação com o comportamento das ações tem aumentado, num momento em que ambos têm reagido mais ao sentimento sobre o ritmo da atividade econômica global.
Nos Estados Unidos, o contrato de petróleo WTI com vencimento em fevereiro fechou em alta de 2,49%, a US$ 46,54 o barril, depois de alcançar US$ 47,78 (+5,22%). Em Londres, o Brent (março) terminou em alta de 2,06%, a US$ 54,91 o barril, após subir 5,13% no pico, para US$ 56,56.
Em Wall Street, o índice S&P 500 subia 0,14% por volta de 17h55, após cair quase 1,6% na mínima do dia.
O petróleo conseguiu subir na primeira sessão geral de 2019 para os mercados, mas ainda segue sob o peso de receios de aumento de oferta, diante de sinais também de menor demanda por causa da desaceleração da economia mundial.
Hoje, dados mostraram que o setor fabril chinês sofreu em dezembro a primeira contração em mais de dois anos, enquanto na zona do euro a atividade manufatureira teve o ritmo mais lento desde fevereiro de 2016. Nos EUA, o PMI industrial bateu uma mínima em 15 meses em dezembro.
Em 2018, os preços do petróleo tiveram a primeira queda anual desde 2015. O WTI cedeu 24,84%, enquanto que o Brent devolveu 19,55%.
A produção na Rússia bateu, em 2018, uma máxima pós-União Soviética, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.
Além disso, a produção nos EUA também alcançou um recorde em outubro, e, em dezembro, o Irã ampliou suas exportações de petróleo. A produção na Arábia Saudita tem orbitado as máximas históricas.
A Opep e aliados prometeram reduzir em 1,2 milhão de barris por dia a produção, num esforço para dar suporte aos preços.
O ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, membro da Opep, disse na terça-feira (1º de janeiro) estar otimista com um equilíbrio na relação entre oferta e demanda ainda neste primeiro trimestre de 2019.
Fonte: Valor Online
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