Os preços do petróleo fecharam em alta na quinta-feira (10), estendendo os ganhos depois de entrarem, na quarta (9), em “bull market” ‒ alta de pelo menos 20% desde as mínimas recentes. Apesar da renovação dos receios com a desaceleração econômica, depois que a China reportou uma desaceleração dos preços ao produtor em dezembro, os preços se sustentaram com novos comentários positivos da Opep.
Os contratos do petróleo WTI para fevereiro fecharam em alta de 0,43%, a US$ 52,59 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), enquanto os do Brent para março subiram 0,39%, a US$ 61,68 por barril na ICE, em Londres.
O que deu sustentação aos preços hoje foram os sinais de redução da oferta da commodity, depois que os ministérios de Energia da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos disseram, na quarta-feira, que o mercado de petróleo está a caminho do reequilíbrio e que o corte de 1,2 milhão de barris por dia na oferta da Opep e de seus aliados (estes últimos liderados pela Rússia) será suficiente no primeiro semestre de 2019.
“Nós tomamos o que acredito ser uma decisão bastante forte em dezembro em Viena para retirar do mercado o excesso que foi produzido no segundo semestre de 2018”, disse o ministro saudita Khalid al-Falih, em uma coletiva de imprensa em Riad. “Estimamos que [um corte de] 1,2 milhão de barris por dia seja mais que suficiente.”
Ainda assim, os preços seguem mais de 30% abaixo do pico alcançado no começo de outubro do ano passado, antes de despencar com os receios dos investidores com os fundamentos da commodity. No final de dezembro, o petróleo chegou a perder mais de 44% em relação ao pico.
Fonte: Valor Online
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