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Petróleo fecha em baixa com receio sobre desaceleração da economia

Os preços do petróleo fecharam em queda na terça-feira (22), interrompendo uma recuperação recente, por causa de novas preocupações de que um crescimento econômico mais lento levará a um menor consumo de combustível.

Em Nova York, os contratos WTI (março) terminaram em baixa de 1,91%, a US$ 53,01 o barril. Já o Brent (março) cedeu 1,98%, para US$ 61,50 o barril, em Londres.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou na segunda (21) corte de suas previsões de crescimento econômico para o mundo. Para 2019, o fundo espera, agora, taxa de 3,5% (3,7% em outubro). A diretora-gerente do organismo, Christine Lagarde, alertou que “o risco de um declínio mais acentuado no crescimento global certamente aumentou”.

Os comentários de Lagarde no Fórum Econômico Mundial, que começou hoje em Davos, na Suíça, foram feitos num momento em que o mercado já se preocupa com o ritmo da economia chinesa, que em 2018 teve o menor crescimento anual em quase três décadas. A China é a segunda maior economia global e o maior importador de petróleo bruto.

EUA-China

Nesse contexto, o mercado foi afetado ainda pela notícia de que o governo de Donald Trump rejeitou uma oferta de dois vice-ministros chineses, que propuseram uma reunião preparatória em Washington nesta semana em prol das negociações comerciais entre as duas maiores potências econômicas do mundo. Os EUA recusaram a oferta por falta de progresso em duas questões importantes: transferências de tecnologia “forçadas” e reformas “estruturais” potencialmente de longo alcance para a economia chinesa, segundo o “Financial Times”.

A notícia sugere que um acordo comercial entre os dois países ainda parece distante, o que ameaça manter e ampliar o nível de desconfiança entre investidores, cenário que aumenta a probabilidade de desaceleração mais intensa da economia mundial.

“Seja o enfoque renovado nas questões da China, seja as vozes cautelosas de Davos […], o complicado processo do Brexit ou o fluxo geral ao longo dos últimos dias de avaliações negativas dos analistas, há razões claramente suficientes para não se deixar levar pelo último rali [do petróleo]”, afirmam analistas da consultoria JBC Energy em nota desta terça-feira.

Os preços do petróleo acumulam altas perto de 30% entre a mínima de dezembro e a máxima deste ano, alcançada na semana passada. Mas ainda se encontram também cerca de 30% abaixo dos picos em quatro anos atingidos em outubro/novembro do ano passado.

Preocupações com a economia global, em meio a tensões comerciais e a taxas de juros mais elevadas, alimentaram a volatilidade nas classes de ativos nos últimos meses, elevando temores de que a demanda por uma série de commodities e produtos cairá.

A queda, hoje, do barril do petróleo negociado no mercado coincide com um pregão negativo para os mercados de ações e outras commodities. Em Wall Street, o índice S&P 500 cedia 1,93% às 17h49, na maior queda diária em quase três semanas.

O índice CRB – que reúne 19 matérias-primas – caía 1,72%, para pontos, rumo à mais forte baixa desde 24 de dezembro do ano passado.

 

Fonte: Valor Online

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