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Consumo de gás natural veicular no País cresce 15,3% em outubro na comparação de 12 meses

Uso de gás natural para fins automotivo supera casa dos 6 milhões de metros cúbicos/dia pelo terceiro mês consecutivo, aponta levantamento da Abegás

O consumo de Gás Natural Veicular (GNV) no mês de outubro chegou aos 6,3 milhões metros cúbicos/dia, um crescimento de 15,3% em relação ao registrado no mesmo mês de 2017. Na comparação com setembro, a elevação é de 1,6%. Já na média do acumulado nos dez meses iniciais deste ano, a alta é de 12,3%.
“Desde que a Petrobras adotou uma política de preços de mercado para os combustíveis líquidos em 2017, a competitividade do GNV tem ficado mais evidente para o consumidor. O consumo de GNV desde então vem aumentando de forma consistente e chegou ao maior patamar na nossa série histórica”, comenta o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

“Com a greve dos caminhoneiros e a escassez de gasolina e etanol nos postos naquela ocasião, a percepção do consumidor sobre as vantagens do GNV ficou mais clara, principalmente por não existir o risco de desabastecimento e também porque o gás natural garante maior rendimento por quilômetro rodado que os combustíveis líquidos”, acrescenta Salomon.

“Acreditamos que o País precisa dar o salto já dado por Estados Unidos e países da Europa e da América do Sul. Apresentamos ao governo eleito um documento de 52 páginas com propostas para que o Brasil também possa ampliar a demanda de gás natural, implementando políticas públicas que incentivem o uso no transporte público e de cargas e criando corredores logísticos, com infraestrutura de abastecimento de GNV para veículos de transporte de carga”, completa Salomon.

Em outubro, o consumo total de gás natural foi de 71,1 milhões metros cúbicos/dia, retração de 10,3% em relação a setembro (79,2 milhões metros cúbicos/dia), principalmente em função da queda no despacho térmico. Na média do acumulado, no entanto, o crescimento é de 3%. A indústria teve baixa de 3,5% no consumo de outubro frente a setembro. Os resultados do segmento permanecem positivos na comparação ante outubro de 2017 (2,3%) e média do acumulado (4,5%).

O levantamento estatístico da Abegás é feito com concessionárias em 20 Estados, reunindo dados em diversos segmentos: residencial, comercial e automotivo, entre outros.

Abegás apoia Brasduto para levar gás natural a mais consumidores
Em outubro, o número de clientes que consomem gás natural ultrapassou 3 milhões e 460 mil. Isso representa o número de medidores nas indústrias, comércios e residências e outros pontos de consumo. No segmento residencial, alta na média do acumulado do ano é de 8,2% em 2018, em função do investimento das concessionárias na expansão de suas redes de distribuição. Já o segmento comercial, hoje com mais de 41 mil clientes, teve crescimento de 12,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado a alta é de 8,9%.

“Para ampliar o atendimento de capitais de Estados e do Distrito Federal ainda não supridas com este energético por meio de dutos, a Abegás apoia a criação do Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e Escoamento da Produção (Brasduto), conforme projeto de lei aprovado no Plenário do Senado em novembro”, diz o presidente executivo da Abegás.

“O Brasduto é estratégico para o País. A produção de gás natural do Pré-sal é oriunda de campos associados ao petróleo. Sem uma solução para o desenvolvimento de infraestrutura para o escoamento, unidades de tratamento, transporte e city-gates, que permita o fluxo do gás natural derivado do Pré-sal, não restará outra alternativa para os produtores que não a reinjeção até o limite técnico ou a redução da produção de petróleo, o que consequentemente reduzirá o repasse de recursos para a União”, acrescenta Salomon.

“Se não houver investimento em expansão da infraestrutura essencial, ao longo dos próximos dez anos, há a possibilidade de perdermos aproximadamente 60 milhões m³/dia de gás natural que não chegarão ao mercado consumidor e que, portanto, também não se reverterão em recursos para a União. O Brasduto, nesse sentido, é essencial para incrementar os recursos do Fundo Social destinado à saúde e educação, hoje provenientes da venda da produção do Pré-sal”, defende o presidente da Abegás.

“O gás natural é uma fonte energética limpa, econômica, segura e versátil, que pode ser usada também para cocção, aquecimento e refrigeração. Por essa razão, é importante incentivar a cadeia produtiva como um todo, aumentando o número de ofertantes, permitindo o acesso de novos agentes à infraestrutura existente e criando políticas que estimulem uma maior utilização do gás natural”, defende Salomon.

Consumo em outubro — Todos os segmentos
Industrial — Mesmo com uma retração de 3.5% na comparação com o mês anterior, no acumulado até outubro o consumo industrial registra alta de 4,5%.
Automotivo — Crescimento de 1,6%. Entre janeiro e outubro de 2018, o aumento foi de 12,3%.
Residencial — Apresentou retração de 12,8%, em virtude da elevação da temperatura, principalmente na região Sul, mas ainda assim acumula alta de 8,2% em 2018.
Comercial — Ficou praticamente estável (ligeira queda de 0,4%). Cresceu 12,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com alta significativa em todas as regiões do País. No acumulado, a alta é de 8,9%.
Cogeração — Alta de 4,3% e de 9,8% no acumulado do ano, acompanhando movimento da indústria.
Geração elétrica — Com o desligamento das algumas térmicas, determinado pelo CMSE, o consumo termelétrico retroagiu 20,1% em relação ao mês anterior, entretanto no acumulado ainda registra alta de 2,6%.

Destaques nas regiões em outubro/2018 ante outubro/2017
• Centro-Oeste – Expansão no consumo residencial (50,6%)
• Nordeste – Crescimento no consumo de GNV (17,1%)
• Norte – Alta no consumo de GNV (14%)
• Sudeste – Aumento no consumo residencial (18,2%)
• Sul – Crescimento no consumo de GNV (34,4%)

Fonte: Comunicação ABEGÁS

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