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Negociação da TAG pela Petrobras entra em rota final

Depois de um longo período parado, o processo de venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) pela Petrobras entrou em fase de finalização, com uma oferta de US$ 8 bilhões pelo grupo francês de gás e energia Engie, segundo fonte próxima ao tema.

Esse valor é por participação de 90% que a estatal colocou à venda e, dentro dele, está a quitação imediata de uma dívida com o BNDES, relacionada à construção da TAG – estimada em R$ 5 bilhões. A transportadora é o maior ativo isolado da Petrobras dentro do programa de desinvestimento, que prevê a obtenção de quase US$ 27 bilhões, até 2023, com alienações.

Os termos finais do negócio estão sendo redigidos, após um período de exclusividade para os franceses. A expectativa é que tudo esteja concluído até a próxima semana. Pelo ritual da Petrobras, que é diferenciado por ser uma companhia estatal, o negócio é novamente oferecido a todos os que apresentaram proposta após o desenho final. Esses interessados têm, normalmente, entre duas e três semanas para avaliar e se organizar, caso queiram brigar pelo negócio.

Outros grupos apresentaram propostas. Conforme o Valor apurou, a oferta do Mubadala junto com a AIG e outros sócios foi próxima desse total. Todas as ofertas foram acima de US$ 7 bilhões, segundo fontes próximas às negociações. A Petrobras retomou o processo de venda da TAG, dona de uma rede de gasodutos de cerca de 4,5 mil km de extensão no Norte e Nordeste, em 17 de janeiro, após decisão favorável do Superior Tribunal de Justiça para a continuidade do negócio.

O Valor apurou que, para o negócio, a Engie costura um consórcio com o fundo de pensão canadense Caisse de Depot et Placement du Quebec (CDPQ). O consórcio foi a ofertante preferencial no processo competitivo de venda. Nessa fase do negócio, as empresas negociavam aspectos contratuais, como valor e o contrato de operação com a Transpetro, subsidiária da Petrobras que opera os dutos.

As conversas entre a Petrobras e a multinacional avançaram mais rápido do que o esperado. Em novembro, em teleconferência com analistas, o presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, disse acreditar que, a partir do momento em que as conversas fossem retomadas, seriam necessários cerca de três meses para sacramentar o negócio. Ele destacou que, antes de serem interrompidas por decisão judicial, as conversas estavam “bastante adiantadas”.

Na ocasião, Sattamini explicou que a Engie é a ofertante preferencial do negócio, mas que, assim que concluídas as conversas sobre as condições contratuais, elas serão apresentadas para os demais concorrentes para uma nova rodada de preços.

“Isso feito, essas condições vão ser apresentadas aos demais ofertantes e vai ter uma nova rodada de oferta de preço, dentro daquelas condições discutidas pelo ofertante preferencial… Isso deve levar a gente para uma transação não antes de janeiro, fevereiro, março do ano que vem.”

 

Fonte: Valor Econômico

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