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Térmicas têm menor consumo de gás desde agosto de 2012

Patamar de consumo das usinas em novembro de 2018 foi de 16,45 milhões de m³/dia

O segmento termelétrico de gás natural atingiu, em novembro de 2018, o menor nível de consumo desde agosto de 2012, ao demandar 16,45 milhões de m³/dia. Esse volume influenciou o consumo total de gás, que caiu de 85,7 milhões de m³/dia em outubro, para 67,5 milhões de m³/dia no mês seguinte, de acordo com o Boletim de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural, do MME.

Em agosto de 2012, o consumo de gás foi de 12,09 milhões de m³/dia. Desde então, a demanda para geração termelétrica se manteve acima desse nível. Em outubro de 2018, o consumo de gás pelas termelétricas foi de 33,20 milhões de m³/dia, reflexo do despacho das usinas, adotado pelo governo para preservação dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas. Mas em novembro, com início do período chuvoso, o governo decidiu desligar algumas usinas do tipo, e o consumo caiu.

Já o segmento industrial, que ao lado do térmico, é o maior consumidor nacional, manteve a média, registrando 39,23 milhões de m³/dia ante 40,42 milhões de m³/dia do mês anterior.

Com essa redução da demanda geral, a oferta nacional também caiu, de 60,7 milhões de m³/dia para 55 milhões de m³/dia, sendo complementado pela oferta importada: 17,89 milhões de m³/dia provenientes da Bolívia e mais 250 mil m³/dia por meio do gás natural liquefeito (GNL). Incluindo os 18,14 milhões de m³/dia da oferta importada, o volume total destinado ao mercado chegou a 73,18 milhões de m³/dia.

Apesar de completar a oferta como um todo, a oferta boliviana registrou uma redução de 26,12 milhões de m³/dia do mês anterior para os pouco mais de 17 milhões de m³/dia do mês seguinte.

A produção também caiu em novembro de 2018, de 117 milhões de m³/dia para 112,4 milhões de m³/dia, reflexo da redução dos sistemas isolados, como Amazonas e Maranhão, que passaram de 12,35 milhões de m³/dia para 7,38 milhões de m³/dia. Isso também é fruto da redução do consumo das termelétricas dessas regiões, cujo consumo caiu de 10,95 milhões de m³/dia para 6,18 milhões de m³/dia.

 

Fonte: Brasil Energia

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