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Eneva quer abastecer térmica em Roraima com GNC

A Eneva pretende participar do leilão de suprimento a Boa Vista e localidades conectadas com o gás natural que será fornecido do campo de Azulão, localizado no Amazonas. A entrega do combustível será feita via Gás Natural Comprimido (GNC), onde será regaseificado para atender a uma térmica em Roraima, conforme explicou o diretor de Exploração e Produção, Lino Cançado. O leilão de suprimento está marcado para 31 de maio.

A empresa pretende também participar do leilão A-6, com uma térmica em Azulão. Neste caso, o modelo que está sendo estudado é o reservoir-to-wire. O A-6 está previsto para ocorrer no dia 26 de setembro.

Os dois leilões são opções que a empresa avalia para monetizar o campo de exploração de gás, adquirido junto à Petrobras em 2017. Desde o ano passado, a Eneva vem tentando viabilizar a térmica de Azulão em leilões de geração. O projeto tem capacidade para gerar até 150 MW e investimentos estimados em R$ 600 milhões.

Em 2018, a empresa vendeu 385 MW de Parnaíba V no leilão A-6. O empreendimento terá capacidade total de 676 MW e deve receber investimentos totais de R$ 1,2 bilhão. No primeiro trimestre do ano, os investimentos para as obras de implantação da térmica somam R$ 89,7 milhões, sendo que R$ 42,6 milhões foram destinados para o pagamento de turbinas fornecidas pela GE e para a mobilização do epecista para o início das obras.

Produção de gás

O menor despacho termelétrico impactou a produção de gás natural na Bacia do Parnaíba no primeiro trimestre do ano. Foram produzidos 50 milhões de m³ no período, queda de 75% na comparação com o trimestre de 2018. O fraco desempenho resultou no aumento das reservas remanescentes da bacia, de 18,8 bilhões de m³ para 21,3 bilhões de m³ neste ano.

Em termos de energia elétrica, a companhia também registrou queda de 56% na produção, saindo de 1,4 TWh, no primeiro trimestre de 2018, para 611 GWh no mesmo período deste ano. O despacho médio das térmicas ficou em 18% nos três primeiros meses de 2019, contra 35% no ano passado.

Fonte: Brasil Energia

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