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Petróleo fecha em forte alta após anúncio de queda de estoques nos EUA

Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quarta-feira em forte alta, com ganhos superiores a 4%, após dados nos Estados Unidos terem apontado uma queda de estoques muito maior que a expectativa de analistas. A indicação dada pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, de que cortes de juros estão a caminho nos EUA também favorecem a alta da commodity.

Os contratos futuros do Brent para setembro encerraram o dia em alta de 4,44%, a US$ 67,01 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos do WTI para o mesmo mês fecharam a sessão com ganhos de 4,49%, a US$ 60,43 o barril, no maior valor desde o dia 22 de maio, na quinta sessão consecutiva de alta.

Terça-feira (09), dados do Instituto Americano de Petróleo (API, na sigla em inglês) já haviam apontado queda de 8,1 milhões na última semana, com declínio de 257 mil barris nas reservas de gasolina. A divulgação impulsionava os preços do petróleo desde o início da sessão, em patamar superior a 2%.

Mais tarde, dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) apontaram que os estoques tiveram queda bem acima da esperada na semana encerrada no dia 5 de julho, de 9,499 milhões de barris, a 458,992 milhões, ante expectativa de consenso de 2,4 milhões.

Em outra frente, o depoimento de Jerome Powell ao Congresso dos Estados Unidos, no qual indicou uma grande possibilidade de um corte nas taxas de juros na próxima reunião, contribuiu para a queda do dólar, que, há pouco, recuava no exterior, com o índice DXY em baixa de 0,42%, a 97,079 pontos. A fraqueza da moeda americana também abriu espaço para a valorização do petróleo na sessão de hoje.

Também ajudaram os preços do petróleo os relatos de que vários produtores de petróleo dos EUA no Golfo do México começaram a esvaziar e fechar as operações em algumas de suas plataformas offshore diante de uma tempestade tropical que deve atingir a região até a quinta-feira.

O significado do Golfo do México para a produção global dos EUA caiu nos últimos anos, mas a área ainda representa 16% da produção nacional, disseram estrategistas do ING.

Fonte: Valor Online

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