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Petróleo fecha em queda forte com temores sobre a demanda global

Os contratos futuros do petróleo encerraram a sessão da quarta-feira (14) em queda consistente e reduziram os ganhos semanais. Hoje, temores sobre uma menor demanda pela commodity, impulsionados pela divulgação de dados fracos na Alemanha e na China, pesaram sobre os preços do petróleo.

Assim, o West Texas Intermediate (WTI) encerrou o dia em queda de 3,27%, a US$ 55,23 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex) e o Brent perdeu 2,96%, chegando aos US$ 59,48 o barril na ICE, em Londres. No acumulado semanal, as referências ainda apresentam alta de aproximadamente 1,50%.

No noticiário econômico, dados divulgados nesta quarta apontaram que o crescimento da produção industrial chinesa caiu, em julho, para o menor patamar em 17 anos, em sinal de que o conflito comercial entre Pequim e Washington está prejudicando a segunda maior economia do mundo.

Na Alemanha, terceira maior economia mundial, o PIB caiu 0,1% no segundo trimestre e cresceu apenas 0,4% na base anual, indicando possibilidade de recessão no terceiro trimestre.

“O caminho da demanda global de petróleo parece estar pronto para uma deterioração adicional”, disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch & Associates, em uma nota aos clientes.

As preocupações foram exacerbadas pela inversão na curva de rendimentos dos papéis de dez anos e dois anos do Tesouro americano, um fenômeno historicamente utilizado para prever recessões na economia do país.

Ainda, uma elevação inesperada dos estoques nos Estados Unidos também pressionou os preços da commodity. Hoje, dados divulgados pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) apontaram que os estoques de petróleo nos EUA tiveram alta na semana encerrada no dia 9 de agosto, de 1,58 milhão de barris, a 440,510 milhões. A expectativa de consenso, em levantamento do “Wall Street Journal” junto a analistas, era por uma queda de 2,1 milhões na semana passada.

“Os mercados continuam impulsionados pelas manchetes e pelo medo de uma recessão”, afirmou Dominick Chirichella, da DTN.

 

Fonte: Valor Online

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