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Petróleo fecha em queda com nova escalada das disputas comerciais

Os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão em queda, após o novo capítulo das disputas comerciais entre Estados Unidos e China. Investidores temem que a guerra tarifária, protagonizada entre as duas maiores economias do mundo, possa prejudicar o crescimento da economia global e, consequentemente, a demanda pela commodity.

Os contratos futuros do Brent para outubro encerraram a sessão em queda de 0,96%, negociados a US$ 59,34 o barril na ICE, em Londres. Os preços do WTI para o mesmo mês fecharam o dia em baixa de 2,13%, a US$ 54,17 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

No acumulado semanal, a referência global teve alta de 1,19% no período, enquanto a referência americana cedeu 1,27%. Em agosto, o Brent já recuou 8,94% e o WTI caiu 7,52%.

Mais cedo, a China o informou que vai impor tarifas retaliatórias de 5% a 10% sobre um total de US$ 75 bilhões em produtos americanos. De acordo com o Ministério do Comércio chinês, parte das tarifas serão aplicadas em 1º de setembro e outra parte em 15 de dezembro, mesmas datas anunciadas pelos EUA para a aplicação de suas novas tarifas. O governo chinês também anunciou que irá reativar tarifas de 25% sobre a importação de carros americanos.

Mais especificamente para o setor, a China anunciou que vai incluir uma tarifa de 5% sobre o petróleo bruto americano. “Não é apenas que será mais difícil para os barris dos EUA competir por exportações”, diz Stewart Glickman, da CFRA. “Também é que o aumento contínuo das tensões comerciais não está favorecendo o PIB chinês, e isso só piora ainda mais o cenário de demanda por petróleo”, completou.

Minutos depois, Trump elevou o tom da retórica e fez novas ameaças à China. No Twitter, ele afirmou que vai responder à retaliação comercial anunciada pelo país asiático ainda nesta tarde e que está pedindo para as empresas americanas presentes na China voltem a fabricar seus produtos nos EUA.

Hoje também, a Baker Hughes reportou hoje que o número de sondas de petróleo em operação nos EUA caiu em 16 unidades, maior declínio desde abril, a 754 na semana passada. O patamar é o menor em 12 meses. O número aponta que a atividade de perfuração no canteiro de petróleo americano continua recuando em meio à queda nos preços do petróleo bruto e a menor demanda dos investidores de Wall Street.

 

Fonte: Valor Online

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