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Petróleo fecha em leve queda, mas acumula alta de quase 6% na semana

Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (20) depois de operarem em alta durante a maior parte da sessão. Os contratos do Brent para novembro encerraram a jornada de hoje em queda de 0,18%, a US$ 64,28 o barril, na ICE, de Londres. Na mesma linha, os contratos do WTI para outubro recuaram 0,06%, a US$ 58,09 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

A queda no fim da sessão foi alimentada por um dólar forte — que subia 0,24 frente as moedas mais fortes do mundo (índice DXY) — e pelas crenças dos investidores de que os suprimentos globais permanecem amplos, apesar dos ataques às instalações da petroleira Aramco, da Arábia Saudita, no último sábado (14).

No entanto, os preços da commoditty fecharam a semana em alta aproximada de 6%, impulsionados pela disparada de quase 15% da segunda-feira (16), primeiro dia útil depois dos ataques à estatal petroleira saudita. O Brent terminou a semana com alta de 7,09% e o WTI avançou 6,96%.

Após o governo saudita minimizar a extensão dos danos causados pelos ataques, “o clima do mercado mudou e passou a questionar a rapidez com que a produção pode ser restaurada”, disse Manish Raj, diretor financeiro da empresa de exploração e produção Velandera Energy Partners, à Dow Jones Newswires. “Estamos familiarizados com os processos de reparo e manutenção nos serviços de campos petrolíferos, e os danos parecem ser muito piores do que os que podem ser restaurados em questão de dias”, acrescentou.

Além disso, nesta sexta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusa o Irã de ter sido o responsável direto pelo ataque à Aramco, fez declarações erráticas sobre a região. “A solução militar sempre é considerada, temos o exército mais forte do mundo. Ainda assim, nunca deveríamos recorrer a isso”, disse o mandatário americano, após anunciar novas sanções ao Banco Nacional do Irã, sem oferecer mais detalhes sobre a iniciativa. Um conflito bélico na região comprometeria ainda mais a produção da maior região exportadora

 

Fonte: Valor Online

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