A pernambucana Livre Comercializadora de Energia, braço de comercialização do grupo pernambucano Enercom Renováveis, acabou de receber autorização da ANP para ingressar no segmento de gás natural.
Fabiano Bastos, consultor técnico da Livre Comercializadora e especialista em gás e energia, acredita que a chegada de grandes projetos deste segmento poderá aumentar, também, a oferta para o futuro mercado livre de gás na região e que essas operações complementam-se, ajudando a viabilizar a oferta local. “É algo como construir uma rodovia que ligue Recife a Araripina para o transporte de gesso, mas esta malha será útil também para outras atividades”, afirma complementando que a medida também representa maior competitividade, redução de preços de compra e venda, além de melhores condições de contrato. “É uma opção para que os consumidores escolham seus fornecedores com maior flexibilidade e previsão de preços. Toda esta oferta só será atrativa com segurança jurídica, atraindo novos players no mercado internacional e nacional, como aconteceu com o mercado de energia elétrica há 21 anos”, explica.
Esta nova oferta, entretanto, não acontecerá a curto prazo. O Governo Federal ainda instituirá um decreto pra monitorar a implementação destas ações necessárias à abertura do mercado de gás e o Conselho Nacional de Políticas Energéticas ditará as medidas complementares, que entrarão em tramitação. Depois disso, as concessionárias ainda entram em período de adaptação. “Toda esta oferta dependerá de como serão as regras, a exemplo das tarifas a serem cobradas para transporte de gasoduto, por exemplo”, relata Fabiano.
Projetos da Enercom
Os representantes da empresa ainda não podem detalhar, por questões estratégicas, muitas das informações relacionais aos projetos estruturantes desenhados a este respeito, mas adiantam que se tratam de quatro, prioritariamente, e que os investimentos necessários a cada um deles varia da ordem de R$ 500 milhões a 1 bilhão (todos feitos com aportes financeiros de empresas internacionais). Depois de desenvolvidos, com roteiro de tecnologia desenhado, os projetos são cadastrados nos leilões (do qual só participarão, possivelmente, no segundo semestre deste ano). Somente a partir daí, há a busca pelos investidores. Os quatro projetos são sediados no Nordeste, um em Pernambuco e outros nos estados de Alagoas, Ceará e Paraíba, o que pode mudar de acordo com a viabilidade de fornecimento do gás, transmissão de energia e dos resultados dos leilões, de acordo de quanto que o governo vai contratar. No total, haverá geração de 2GW de gás.
Futuro da produção de gás natural no país
*A perspectiva é que o Brasil alcance mais do que o dobro da produção de gás natural, sendo beneficiado também com avanços nas camadas de pré-sal.
*O aumento deve significar um salto dos atuais 59 milhões para 147 milhões de metros cúbicos (m³) ao dia.
Fonte: Diário de Pernambuco
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