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Petróleo fecha em alta, em dia de foco em coronavírus, DoE e quadro no setor

Os contratos futuros de petróleo fecharam com ganhos, nesta quarta-feira, 5, recuperando-se após uma sequência negativa. Um quadro de maior otimismo sobre o combate ao coronavírus apoiou o apetite por risco em geral, inclusive a commodity.

Além disso, foi monitorado o noticiário sobre eventuais ajustes na oferta, em meio a reuniões técnicas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, que formam o grupo Opep+.

Houve ainda a divulgação do relatório semanal de estoques nos Estados Unidos, pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), mas o dado não foi crucial para a trajetória dos preços.

O petróleo WTI para março fechou em alta de 2,30%, em US$ 50,75 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para abril teve ganho de 2,45%, a US$ 55,28 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Notícias de avanços na resposta médica ao coronavírus no Reino Unido e na China melhoraram o humor dos investidores, o que ajudou as bolsas dos dois lados do Atlântico e também o petróleo. Nesta semana, os contratos entraram em bear market, após acumularem perdas superiores a 20% em relação aos picos mais recentes, em meio a temores com o impacto do coronavírus para a demanda.

Nesta quarta, o jornal chinês Global Times informou, citando especialistas do setor de energia, que a demanda por petróleo da China pode ter sua primeira queda trimestral desde 2009, por causa do surto.

Também nesta quarta, de qualquer modo, o bom humor prevaleceu. O quadro não mudou muito após o relatório do DoE, embora os contratos tenham chegado a registrar uma perda pontual de fôlego, mas mantenho ganhos.

O Departamento de Energia informou que os estoques de petróleo nos EUA aumentaram 3,355 milhões de barris, na semana até 31 de janeiro, ante previsão de alta de 3,0 milhões dos analistas. Os estoques de gasolina tiveram recuo modesto (91 mil barris), contrariando a previsão de alta, e o de destilados também caíram (1,512 milhão de barris), ante projeção de alta de 500 mil barris, enquanto a produção média diária recuou a 12,9 milhões de barris.

Investidores reagiram mais a notícias com possíveis impactos na oferta e na demanda. A Sucden Financial afirma que o petróleo foi sustentado hoje pela expectativa de que a Opep+ reduza novamente sua produção, para apoiar os preços, embora as notícias sejam desencontradas até agora sobre essa possibilidade.

A Moody’s, por sua vez, adverte em outro relatório para o risco de que o coronavírus reduza a demanda por petróleo. A agência lembra que o surto em andamento reduziu a atividade econômica da China, o maior importador da commodity no mundo. A Moody’s diz que um choque na demanda de curto prazo na China aumenta “de modo significativo” a volatilidade nos preços do óleo, mas prevê que eles reajam assim que a infecção estiver sob controle.

 

Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo

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