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Petróleo fecha em alta, apoiado por estímulos à economia e notícias do setor

Os contratos futuros de petróleo fecharam em território positivo, nesta quarta-feira (25). A commodity foi impulsionada pelos avanços no Senado norte-americano por um pacote trilionário para apoiar a economia dos Estados Unidos diante da pandemia do coronavírus, mas chegou a cair em parte da sessão. Depois dos estoques semanais dos EUA e de uma notícia sobre intervenção americana no setor, o óleo se firmou em território positivo.

O petróleo WTI para maio fechou com ganho de 2,00%, a US$ 24,49 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 0,88%, a US$ 27,39 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O dia foi de volatilidade nesse mercado. Após um início positivo, diante dos avanços para a concretização do pacote estimado em US$ 2 trilhões no Senado americano para apoiar a economia do país, os contratos inverteram o sinal ainda pela manhã.

Mais para o meio do dia, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo dos EUA aumentaram 1,623 milhão de barris na última semana, menos que o avanço de 3,3 milhões de barris previsto. Após o dado, os contratos reduziram perdas.

O petróleo ainda inverteu o sinal em meio a notícias do setor. Operadores comentaram, segundo a Bloomberg, sobre uma possível intervenção americana na disputa por preços entre Arábia Saudita e Rússia, com pressão do governo dos EUA sobre Riad para acalmar o quadro.

Em relatório a clientes, o UBS aponta que há incertezas sobre como as companhias petroleiras irão operar, diante do surto e das medidas de distanciamento social, o que pode afetar a produção e investimentos no curto prazo. Além disso, comenta que os preços mais baixos recentes do petróleo devem provocar um impacto para as empresas do setor.

O ING, por sua vez, analisa o choque na demanda com o coronavírus e o avanço da oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados e diz que a demanda continuará a se deteriorar, com as restrições a viagens e à circulação para conter a doença. Com isso, o banco reduziu sua projeção para o preço médio do barril do Brent no segundo trimestre de 2020, de US$ 33 para US$ 20.

Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Conteúdo

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