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Venda de gás a residências cresceu até 10%, diz presidente da Cosan

Executivo afirmou que redução do consumo na crise se concentra na indústria e no comércio

A Comgás observou um crescimento de 9% a 10% das vendas a residências durante o período da pandemia do novo coronavírus, disse nesta quinta-feira o presidente do grupo Cosan, Luis Henrique Guimarães, em teleconferência com analistas e investidores.

O executivo afirmou que o segmento residencial vem ganhando importância para Comgás nos últimos anos e representa, atualmente, cerca de 35% das margens da companhia.

Nesse contexto, ele prevê que o impacto da pandemia para a empresa será muito maior em volume – com a redução do consumo concentrada na indústria e no comércio – do que em margens.

Guimarães avaliou que o desabastecimento de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) em alguns locais do país cria um ambiente mais favorável para que a Comgás aumente o número de conexões quando a situação se normalizar.

O presidente do grupo afirmou que, apesar das turbulências atuais, a Cosan mantém sua aposta no mercado de gás, reiterando que os planos traçados são de longo prazo. “Temos grandes planos para a Compass”, disse.

A Compass Gás e Energia, anunciada no início de março, foi criada para reunir ativos e projetos de energia elétrica e gás natural que a Cosan já detinha.

Na frente de geração de energia, o executivo lembrou que os leilões para contratação de termelétricas foram suspensos pelo governo. “Continuamos olhando oportunidades, conversando com investidores, mas essa parte [participar em leilões] não vai acontecer.”

Sobre projetos em fase de licenciamento – o Rota 4, gasoduto que trará o gás do pré-sal para o continente, e um terminal de importação de gás natural liquefeito (GNL) no litoral paulista –, ele afirmou que os processos seguem em andamento.

Guimarães disse ainda que ter gás barato e competitivo será importante para o país no momento de recuperação econômica pós-pandemia.

 

Fonte: Valor Econômico

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