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Petróleo fecha em queda, com receios sobre a demanda global

Os preços futuros do petróleo não conseguiram encontrar suporte no relatório semanal de estoques dos Estados Unidos e encerraram a sessão em queda.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) para junho encerraram o dia em queda de 1,90%, aos US$ 25,29 o barril. Na ICE, em Londres, os preços do Brent para entrega em julho caíram 2,63%, aos US$ 29,19 o barril.

“Qualquer upside para os preços do petróleo será bastante morno”, disse Tariq Zahir, membro gerente da Tyche Capital Advisors, em entrevista ao MarketWatch.

“Como vimos uma boa quantidade de estados reabrindo novamente, a demanda por gasolina deve continuar melhorando – especialmente porque estamos vindo de uma destruição dessa demanda aqui nos EUA”, disse. “No entanto, as viagens aéreas em todo o mundo estão muito longe de voltar”, afirmou.

Mais cedo, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), reportou que os estoques de petróleo nos EUA recuaram o equivalente a 745 mil barris na semana encerrada no dia 8 de maio, a 531,476 milhões. A expectativa de consenso, em levantamento do “The Wall Street Journal” junto a analistas era por alta de 4,7 milhões de barris na semana passada.

O relatório semanal apontou a primeira queda nos estoques nos Estados Unidos desde a semana encerrada em 17 de janeiro, interrompendo uma sequência de 15 semanas de crescimento nos estoques.

Além da queda inesperada, os estoques no centro de distribuição em Cushing, Oklahoma, também recuaram, diminuindo os temores com o esgotamento da capacidade de armazenamento terrestre nos EUA. O fato levou os contratos de maio do WTI a fecharem em patamares negativos no dia 20 de abril.

“Embora o relatório tenha dado sinais de que as preocupações com o armazenamento de petróleo nos EUA estão diminuindo, não há como escapar do fato de que as perspectivas de demanda por petróleo permanecem sombrias no curto prazo”, afirmou a economista-assistente

da Capital Economics, Bethany Beckett, em relatório enviado a clientes.

Segundo Zahir, o petróleo “definitivamente pode subir mais alguns dólares nos próximos dias, mas achamos que essa alta terá vida curta”, disse. “Com o espaço disponível em Cushing e com os preços subindo, as promessas recentes de certos países de reduzir a produção podem não ter total conformidade”, ponderou.

Os dados da EIA mostraram que os estoques de petróleo no centro de armazenamento de Cushing, Oklahoma, caíram 3 milhões de barris na semana passada, para 62,4 milhões de barris. A capacidade de armazenamento em Cushing é de cerca de 76 milhões de barris.

Enquanto isso, em um relatório mensal divulgado hoje, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu ainda mais suas previsões para a demanda global de petróleo em 2020, mas também anunciou que prevê uma queda na oferta, uma vez que os baixos preços afetarão a produção em todo o mundo.

A Opep reduziu sua previsão para a demanda de petróleo em 2020 em 2,23 milhões de barris por dia em relação à projeção de abril. A Opep espera agora que a demanda por petróleo caia 9,07 milhões de barris por dia neste ano.

O chefe da Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) também alertou que a demanda pela commodity pode permanecer abaixo dos níveis pré-coronavírus por mais um ano, de acordo com uma matéria publicada pela agência Bloomberg hoje.

 

Fonte: Valor Online

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