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Distribuidoras de gás estão preocupadas com inadimplência por covid-19 e pedem apoio ao governo

As distribuidoras de gás natural acenderam o sinal de alerta para a inadimplência do setor em decorrência da crise provocada pela disseminação da covid-19, e pedem apoio ao governo na resolução de entraves e busca de empréstimos. O presidente Abegás, Augusto Salomon, diz que após uma primeira onda de impacto da pandemia, de queda drástica no consumo observada a partir de março, o setor está preocupado com a alta no volume de faturas não pagas.

“As distribuidoras são arrecadadoras de toda a cadeia. A cada R$ 100 que a distribuidora recebe na tarifa paga pelo consumidor, em média, apenas R$ 17 representam a remuneração bruta das distribuidoras, a partir da qual a concessionária faz seus investimentos em expansão de rede, mantém a integridade dos ativos e faz o pagamento de seus funcionários e fornecedores, enquanto os outros R$ 83, em média, são utilizados pagar o transporte, o fornecedor da molécula de gás e os impostos ao governos federal e estaduais. Qualquer elevação do nível de inadimplência afeta a todos – desde o supridor e transportador até os governos que recebem impostos”, explicou Salomon, em nota.

Ele declarou que o setor “precisa ter condições” de buscar empréstimos, mas vem enfrentando dificuldades neste sentido. “Nosso problema hoje é fluxo de caixa em curto e médio prazo. Temos grandes dificuldades de tomar empréstimos bancários. Precisamos do apoio do governo para a resolução de alguns entraves”, afirmou, sem dar detalhes.

Conforme levantamento feito pela Abegás junto a concessionárias em todas as regiões do País, o consumo de gás natural pelas indústrias caiu 8,2% no mês de março, frente igual etapa do ano passado, para 25,3 milhões de metros cúbicos/dia, menor volume registrado desde dezembro de 2017. Já a demanda por Gás Natural Veicular (GNV) baixou 20,4% na mesma comparação, enquanto a classe comercial consumiu 8,7% menos. Segundo Salomon, em abril, informações extraoficiais de algumas distribuidoras apontam para uma queda de 35% no segmento industrial quando comparado com o mesmo período de 2019. “O segmento comercial chegou a registrar uma queda de 60%”, acrescentou.

Fonte: Broadcast / Ag.Estado

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