O senador Marcos Rogério (DEM-RO) fez uma longa introdução no seu relatório da Medida Provisória da capitalização da Eletrobras garantindo que haverá redução do custo da energia para os brasileiros. Mas, na sequência, o senador acrescenta ao texto que foi aprovado pela Câmara uma série de obrigações de instalação de térmicas em locais que não possuam ponto de suprimento de gás natural. Para repetir o que diz o texto do senador, haverá térmicas a gás natural nas regiões metropolitanas do Nordeste que não possuam na sua capital ponto de suprimento de gás natural, nas capitais da Região Norte que não possuam ponto de suprimento de gás natural, nas capitais da Região Centro-Oeste que não possuam ponto de suprimento de gás natural. Ainda vai ter térmicas no Triângulo Mineiro.
O secretário de desestatização, Diogo Mac Cord, havia garantido em entrevista que concedeu ao Radar Econômico que todas as térmicas seriam contratadas a um preço já pre-estabelecido e que os empreendedores já deveriam embutir nestes preços o custo de transporte de gás. Em sendo assim, o próprio secretário disse que as térmicas que iriam a leilão provavelmente já estariam próximas a gasodutos preexistentes para serem viabilizadas no preço proposto.
Como o texto do senador Marcos Rogério exige a contratação de energia em lugares que não possuem atualmente suprimento de gás natural, a pergunta que ficou sem resposta no relatório é: Quem vai pagar pelos bilhões que serão necessários para construir essa rede de gasodutos?
Os articuladores da inserção das térmicas dizem que a própria tarifa de energia do leilão vai absorver o custo dos gasodutos. Isso deve encarecer em R$ 60 o MW da energia, mas de qualquer forma, segundo eles, um custo muito menor do que o das atuais térmicas a óleo.
Fonte: Veja.com / Radar Econômico
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