Av. Ataulfo de Paiva, 245 - 6º andar - Salas 601 a 605 – Leblon/RJ – CEP: 22440-032
+55 21 3995-4325

Abertura do refino e do gás trará “benéficos claros ao consumidor”, diz diretor-geral da ANP

O diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, disse esperar que a abertura dos mercados de refino e gás natural traga “benéficos claros ao consumidor”.

“A expectativa está dada, de que vamos transformar. Todo mundo disse que isso [abertura] funciona em benefício do consumidor e o consumidor está esperando que essa entrega aconteça. E a agência tem uma responsabilidade muito grande nesse sentido e trabalha com muito afinco para que isso se dê”, afirmou Saboia.

Para o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, no entanto, as mudanças no setor não são garantia de que haverá uma redução imediata nos preços do combustível para o consumidor.

“Respostas virão com algum aumento de competitividade e garantia de preço justo. E preço justo é preço justo. Não necessariamente é o que eu, você ou um político deseja”, comentou.

Bandeira de Mello destacou que o país precisará “enfrentar a discussão” sobre a criação de uma tarifa social para o GLP.

“O GLP não tem um problema de preço. O Brasil tem problema de renda. Uma parcela significativa da população tem dificuldade de acesso ao GLP, como a vários outros insumos”, disse.

Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-diretor-gral da ANP, Helder Queiroz defendeu a necessidade de se separar a discussão no Brasil entre política pública de preços de combustíveis e os preços praticados pela Petrobras.

“O fato de termos tido a Petrobras no papel monopolista por muito tempo e termos um histórico de preços controlados e administrados nos levou a confundir preços da Petrobras e política pública de preços. Passou a hora de separarmos esses dois elementos”, disse.

Mudança de governo

Saboia avaliou que um “cavalo de pau” na abertura do mercado de óleo e gás no Brasil, numa eventual mudança de governo no país, penalizaria os investimentos no país.

“Espero que isso não venha acontecer, sob o risco de o Brasil ser muito penalizado em termos de [atração de] investimentos, que é algo que estamos buscando, que estamos nos esmerando em oferecer soluções para atrair investimento. Algo que nós precisamos demais é investimento, é algo que o Brasil se ressente é da carência de investimento. Precisamos atrair o capital nacional, justamente para fazer esses investimentos, que são renda, emprego, desenvolvimento regional e que chegam lá na ponta para o consumidor”, afirmou.

Segundo o diretor-geral da ANP, contudo, uma eventual mudança na política energética é um cenário de pouquíssima previsibilidade neste momento.

“Temos que lembrar que existe um arcabouço legal que ampara isso. Existe uma lei de liberdade econômica que ampara isso. Não basta uma decisão nesse sentido. Tudo isso tem origem num embasamento legal”, comentou. “Não quero crer que este seja um cenário provável. Não estou entrando no mérito de qual será o próximo governo. É independente disso. Quero crer que este não seja um cenário crível”, completou.

 

Fonte: Valor Online

Related Posts