Quando se trata de gás natural, o Espírito Santo (ES) possui um cenário que aparenta ser promissor, com diversos projetos de Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN), portos, termelétricas e até mesmo a oportunidade de possuir uma rota de escoamento do gás do pré-sal e um novo terminal de GNL, que poderá gerar milhares de empregos.
Um investimento de mais de R$ 290 milhões
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o investimento no projeto poderia passar dos R$ 290 milhões. A estatal lançou nesta semana a primeira edição do “Plano Indicativo de Terminais de GNL”, que fala detalhadamente sobre projetos apresentados em nível conceitual. A publicação foi supervisionada por Heloisa Borges, Diretora de Estudos de Petróleo e Gás Natural da EPE.
O projeto indicado pela empresa no ES ficaria na cidade de Presidente Kennedy. A empresa afirma também que o estado é um dos principais no mercado de gás natural no Brasil, interligando os mercados do Sudeste e Nordeste.
Atualmente, a região Sudeste já dispõe de dois terminais de GNL, localizados no Rio de Janeiro, com uma capacidade de regaseificação de 30 milhões de m³/dia. Sendo assim a EPE afirma que a quantidade de terminais como esses poderá subir, tendo em vista que diversos investidores estão de olho na região.
Presidente Kennedy se destaca no mercado de GNL
Nesse setor, a cidade de Presidente Kennedy (ES) está bem privilegiada e o estudo ressalta que o município possui cerca de dois projetos de termelétricas de médio ou grande portes que gerarão diversos empregos.
A expectativa é que grandes consumidores de gás natural construam suas indústrias no local. A cidade também abrigará uma nova rota de escoamento de gás natural do Pré-sal.
Entretanto o crescimento do GNL no ES não ficará só em investimentos onshore, tendo em vista que a EnP, busca por parceiros para a instalação de um novo hub offshore de gás natural no estado, que será responsável pela criação de diversos empregos.
Outros estados com grande potencial em GNL
Os custos do terminal, sem contar com a tancagem, é de aproximadamente R$ 291 milhões. A implantação de um gasoduto terrestre seria um investimento mais significativo, correspondendo a R$ 43% dos custos diretos do empreendimento.
Além do terminal do ES, o estudo também mostrou mais três potenciais projetos em Itacoatiara (AM), Pontal do Paraná (PR) e São Luís (MA), que gerarão diversos empregos. Os quatro projetos de terminais de GNL totalizam uma capacidade de regaseificação de 56 milhões de m³/dia e os investimentos alcançariam o patamar de R$ 1,1 bilhão.
Fonte: Click Petróleo e Gás
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