A Eneva quer se estabelecer como comercializadora de gás principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste, disse o presidente do grupo, Pedro Zinner.
Para ele, o anúncio feito pela Petrobras esta semana de que não vai renovar os contratos de suprimento de gás com as distribuidoras da região Nordeste a partir de 2022 deve ajudar a Eneva a se posicionar nesse mercado.
“O anúncio da Petrobras acaba ajudando, de certa forma, acaba sendo mais um elemento na nossa estratégia de originar alternativas de fornecimento e prover soluções aos nossos clientes, entre eles, a indústria e a distribuidoras. Queremos nos posicionar como comercializador e provedor de soluções para esse mercado”, afirmou.
A companhia abriu uma chamada pública para produtores de gás, com o objetivo de avaliar as condições do setor.
“A chamada visa buscar produtores que não têm escala para destinar o gás ao mercado. A ideia é atuarmos como um viabilizador dessa oferta ao mercado. A partir do mapeamento das oportunidades apresentadas pelos produtores, vamos nos engajar num segundo momento para falar sobre volumes e prazos”, explicou o executivo.
Segundo Zinner, a ideia seria fechar contratos a partir do início do ano que vem, para projetos que entrem em operação nos próximos anos.
A Eneva também está avaliando projetos para participar do leilão de reserva de capacidade de energia que vai ser realizado pelo governo em dezembro deste ano.
De acordo com o diretor executivo de marketing, comercialização e novos negócios da companhia, Marcelo Cruz, a empresa estuda oferecer no leilão empreendimentos de geração termelétrica a partir do gás produzido por outras empresas e pela própria Eneva.
Os projetos estão localizados na região Sudeste, onde a companhia ainda não tem produção, além das regiões onde a Eneva produz gás natural, como o Nordeste e o Norte.
Fonte: Valor Online
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