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Petróleo recua ante sinais de que a Opep não aumentará a produção

O petróleo encerrou em queda nesta terça-feira (17) ainda com receios sobre a desaceleração da recuperação econômica global e preocupações com novos casos de covid-19 na Ásia que podem afetar a economia da China e do Japão. Os preços dos contratos para outubro do Brent, a referência global, fecharam em retração de 0,69%, a US$ 69,03 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos para setembro do WTI, a referência americana, caíram 1,04%, a US$ 66,59 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Um dos fatores que ajudou a empurrar o petróleo para o vermelho foi o aumento de casos de covid na Ásia, principalmente no Japão, o que pode afetar a terceira maior economia do mundo. Além disso, há o temor da variante delta do vírus aumente os casos da doença na China. Dados fracos de produção industrial e de consumo doméstico da China também continuam ajudando a derrubar o preço da commodity. Os números divulgados  apontaram uma desaceleração da produção industrial do país a 6,4% em julho, de 8,3% da leitura anterior, enquanto os dados de vendas no varejo indicaram desaceleração a 8,5%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, de 12,1% da leitura de junho. Além disso, os investidores observam os desdobramentos na Opep do pedido do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que solicitou, na semana passada, que o cartel aumentasse o número de barris para não prejudicar a recuperação da economia global. Nesta semana, porém, pessoas ligadas à organização disseram não ver necessidade em aumentar a produção do petróleo.

 

Fonte: Valor Online

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