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Combustíveis em alta: por que a gasolina chegou a R$ 7

Reportagem do Valor analisa o preço do litro da gasolina no Brasil, que, em 2021, acumula uma alta de 30,5% nos postos. Quem abastece com diesel vive a mesma realidade. O aumento acumulado do derivado no ano é de 24,2%. Entre os fatores que influenciam o preço dos combustíveis no Brasil está a alta na cotação internacional do petróleo, que está em 30% desde o início do ano, existe a incidência de impostos. Na gasolina, os preços praticados pela Petrobras representam 33,3% do preço final, a tributação federal – Cide, PIS/Pasep e Cofins – responde por 11,6% e o ICMS cobrado pelos Estados por mais 27,8% do preço final do produto. Além disso, distribuição e revenda ficam com 11% e o etanol anidro, misturado à gasolina, responde por 16,3% da composição final do preço do derivado. Já no caso do diesel, a fatia da Petrobras corresponde a 52,4% do preço final do produto ao consumidor; a distribuição e revenda respondem por 13,4%, o ICMS por 15,9%; os impostos e taxas federais por 7%; e o biodiesel por 11,3%.

A alta do preço dos biocombustíveis também reflete no valor que o consumidor paga pelo combustível nos postos. O litro da gasolina comum leva 27% de álcool anidro, enquanto o litro do diesel leva 12% de biodiesel. De acordo com levantamentos do Cepea-Esalq/USP, o preço do etanol anidro acumula uma alta de 56,5% no ano. Já o biodiesel, negociado em leilões promovidos pela ANP, foi negociado, nos quatro primeiros certames do ano, a um preço médio de R$ 4,4 a R$ 5,5 o litro – mais caro que a média de R$ 2,7 a R$ 3,8 registrada nos quatro primeiros leilões do ano passado.

Fonte: Valor Online

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