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Consumo de energia cresce 3,4% em agosto, aponta CCEE

O consumo de energia no SIN foi de 62.706 MW médios em agosto, alta de 3,4% em comparação com mesmo período de 2020, de acordo com dados prévios da CCEE. Na avaliação da câmara, a demanda por eletricidade segue em linha com o esperado, com alta menos acentuada do que as registradas no primeiro semestre. O consumo no ambiente de contratação livre (ACL), aumentou 10,1% frente a 2020, ao atingir 22.139 MW médios, considerando as novas cargas que migraram para o segmento nos últimos 12 meses. Se desconsiderarmos as novas unidades, o crescimento seria de 5,2%. Já no mercado regulado, a demanda se manteve estável. Se excluirmos o efeito da migração de cargas no último ano, haveria alta de 2,3% na comparação com 2020. No último mês, a CCEE também deu início a estudos sobre o impacto da geração distribuída para o consumo de energia no ambiente regulado e constatou que, em agosto, o segmento teria registrado uma alta de 1% caso não houvesse a instalação de sistemas de micro e miniprodução solar fotovoltaica nas residências e pequenos comércios do país.

Sem considerar a migração de cargas, os setores de saneamento (34,7%), comércio (22,3%) e serviços (21,7%) foram os que registraram a maior taxa de crescimento no consumo. Os setores de químicos (13,9%) e têxteis (11,9%) permanecem com tendência de crescimento. Na outra ponta, o setor de bebidas foi o único que apresentou queda, com recuo de 3,7% no consumo.

No Nordeste, todos os estados registraram alta, com destaque para Bahia e Ceará. Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul mantiveram estabilidade. No Sul, o Rio Grande do Sul encerrou o período com a maior redução (-10%). No Norte, o Amazonas recuou 2%.

A geração de energia avançou 3,9% em agosto, já considerando o montante de energia elétrica importada de 1.321,94 MW médios. O volume representa 2% do total da geração prévia do período. Como vem se verificando nos últimos meses, a geração hidráulica recuou 25,5%, reflexo da crise hídrica enfrentada pelo país. Em contrapartida,  as térmicas apresentaram, considerando o montante importado, um crescimento de 124,1% na produção, seguido pelas usinas eólicas, com alta de 17,0% e solares, com 13,5%.

 

Fonte:  Energia Hoje

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