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Cegás discute parcerias para uso do hidrogênio verde na aviação

A Cegás, o ITA, a Universidade Federal do Ceará e a Embraer iniciaram esta semana discussões sobre parcerias tecnológicas com vistas à produção e distribuição de hidrogênio verde destinado ao setor aéreo no Ceará.

Recentemente, a Embraer divulgou imagens e deu detalhes sobre a sua nova aeronave. O modelo é um turbo-hélice que será voltado para a aviação regional, e entre as principais novidades anunciadas estão a posição dos motores do avião, que serão instalados na cauda da aeronave, e a possibilidade de abastecimento com hidrogênio.

De acordo com o presidente da Cegás, Hugo Figueirêdo, o biorrefino, contando com a demanda futura por combustíveis mais limpos para frotas pesadas e aviação, é um dos caminhos para desenvolver atividades industriais a partir do hidrogênio verde.

Figueirêdo afirmou que a companhia espera ser pioneira no Brasil com a injeção de hidrogênio verde na sua rede de distribuição, tal qual fez com o biometano, em 2017.

Desde o início do ano, o governo do Ceará, UFC e Fiec trabalham em conjunto na modelagem e implantação de um hub (polo de distribuição) da cadeia de hidrogênio verde que inclui o Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

O hub já conta com cinco empresas oficialmente interessadas: Fortescue, Qair, Enegix. White Martins e EDP, além de mais de uma dezena de companhias em negociação.

Em 2020, a Cegás sediou um seminário nacional do ProQr, um programa do governo federal, articulado com o governo alemão, que tem como objetivo desenvolver projetos de combustíveis alternativos sem impactos climáticos para a aviação.

O evento reuniu pesquisadores, empresas e discutiu um arranjo institucional para implantar a primeira planta piloto de combustíveis alternativos para a aviação no Ceará. A ideia do projeto é implantar uma rede de energia elétrica renovável (eólica ou solar) para produzir, a partir da água do ar, o hidrogênio, e produzir o bioquerosene de aviação com as especificações que superem as exigências da regulação mundial.

Fonte: Energia Hoje

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