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GNV: número de conversões dobra com gasolina cara; veja quando vale a pena

De julho a setembro, o preço médio da gasolina no país subiu de R$ 5,80 para R$ 6,06. O aumento de 4,3% em dois meses pesa no bolso de quem dirige diariamente.

Daí vem a busca por alternativas mais em conta. Segundo dados do antigo Denatran, que recentemente se tornou a Senatran, o número de veículos modificados para abastecimento com GNV (gás natural veicular) praticamente dobrou em agosto, com 18.027 conversões contra 9.364 no mesmo mês de 2020.

A advogada Rebecca Manhães é uma das pessoas que viu vantagem na conversão. Ela e o marido rodam mais de 3.000 km por mês e entendem que o investimento em um kit GNV (que hoje fica em torno de R$ 5 mil) rapidamente se pagará. “Temos um carro sedã, então o espaço para a instalação do kit não é problema. Morando no Rio de Janeiro e rodando mais de 80 km por dia, o GNV é uma alternativa para diminuir o nosso custo mensal com combustível”, explica Rebecca.

Segundo dados da plataforma People Interactive, a adaptação para GNV é vantajosa para quem roda muito.

A economia do gás natural veicular em relação à gasolina – que tem preço médio atual de R$ 6,06, de acordo com a ANP é de 51,3%; Já em comparação com o etanol (R$ 4,67) é de 55,8%.

No entanto, vale destacar que são necessários 32 meses para pagar o investimento inicial no kit para quem roda apenas 500 km por mês.

“Quando você roda em média 500 km ao mês, o payback do investimento é muito longo, não vale a pena. Serão necessários quase três anos para começar a economizar. Já para quem roda mais de mil quilômetros a cada 30 dias, a economia é de R$ 300 a R$ 350 mensalmente”, analisa Guilherme Santana, gerente de GNV da Comgás.

Santana acrescenta que motoristas profissionais chegam a economizar R$ 2 mil por mês.

Outra vantagem de se instalar o kit gás no veículo é o desconto no IPVA ofertado em alguns Estados. Enquanto motoristas do Paraná pagam 71,4% a menos, quem mora em Alagoas tem um desconto de 45% a 54%, dependendo da potência do carro – a alíquota cai para apenas 1,5%, assim como no Rio de Janeiro, onde o abono chega a 75%.

 

Fonte: UOL

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