A Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e a Transportadora Associada de Gás (TAG) vão concorrer para conectar o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), à malha de gasodutos.
As duas empresas fecharam acordos com a GNA, joint venture formada por Prumo, BP, Siemens e SPIC, para realizar estudos para o projeto.
Segundo o presidente da GNA, Bernardo Perseke, a ideia é definir a melhor rota em 2023 e, então, assinar um contrato para conectar o terminal de GNL à rede. O cronograma ainda depende da conclusão dos estudos, mas ele acredita que, até 2025, o Açu esteja conectado, com acesso ao gás natural nacional.
“Os leilões de energia estão cada vez mais competitivos, e termos a possibilidade de fazermos um mix de gás doméstico e GNL pode trazer competitividade para nossos projetos [de novas termelétricas a gás]”, afirmou Perseke.
A conexão também possibilita a chegada de indústrias ao Açu, interessadas na compra do gás nacional. No fluxo contrário, abre espaço para que o GNL excedente importado pelo terminal da GNA possa chegar ao mercado, já que o duto será bidirecional.
Há duas opções:
O Gasog (45 km) se conectaria à rede da TAG e teria capacidade de até 15 milhões de m³/dia na saída do terminal de GNL e 16 milhões de m³/dia na entrada do porto;
O Gasinf (105 km), interligado ao terminal de Cabiúnas, em Macaé, via rede da NTS, teria capacidade para receber até 10 milhões de m³/dia da planta de GNL e entregar ao Açu até 12 milhões m³/dia (podendo chegar a 18 milhões de m³/dia).
A GNA já obteve licença prévia para ambos. Agora, TAG, NTS e GNA vão avançar com estudos para licença de instalação e de engenharia. Perseke afirma que, a longo prazo, os projetos não são excludentes. Mas, num primeiro momento de expansão, acredita numa “corrida saudável” entre os dois empreendimentos. Assim, as tarifas de cada projeto, os prazos de construção dos gasodutos e o interesse de outros usuários na infraestrutura e a origem do gás disponível para o Açu contribuirão para determinar a rota mais adequada.
Fonte: Epbr
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