A expansão da oferta de gás, um dos principais debates levantados pelo MME atualmente, precisaria de um incremento na infraestrutura e de mudanças regulatórias, segundo o Ineep. Segundo a entidade, a discussão sobre os preços do gás natural “pode omitir desafios estruturantes de médio e longo prazo que englobam essa cadeia”.
“A Nova Lei do Gás, aprovada em 2021, e a política de venda de ativos estratégicos da Petrobras nos últimos anos contribuíram para uma desarticulação e desintegração do setor.” O relatório do instituto pontua que a infraestrutura é o ponto chave para o desenvolvimento do setor, dado que o país possui uma malha dutoviária reduzida e 90% da produção do gás vem de origem “offshore” (em alto mar).
“A finalização dos gasodutos Rota 3 (Bacia de Santos), prevista para 2024, e dos campos BM-C-33 (Bacia de Campos) e Bacia de Sergipe-Alagoas, ambos com inauguração para até 2028, aumentará a capacidade de transporte do gás natural no país em 52 MMm³/d, viabilizando o aumento da produção. Outro elemento importante é a ampliação de investimentos e utilização da capacidade instalada das Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN) existentes”.
O Ineep conclui que a expansão da oferta do gás natural precisa de melhorias na estrutura e de mudanças regulatórias para permitir a retomada de investimentos e participação ativa da Petrobras no segmento. “Essa expansão deve ser parte de um amplo planejamento energético nacional, em benefício da sociedade.”
Fonte: Valor Online
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