O Grupo de Trabalho do Programa Gás Para Empregar (GT-GE) segue movimentando o debate público que irá pavimentar as políticas do setor nos próximos anos, com o objetivo de promover a geração de empregos e renda para a população. No último dia 18, representantes do MME e do MDIC realizaram a reunião do Comitê 4 do GT-GE, voltado para diálogos relativos ao “Gás para o Setor Produtivo”. Na ocasião, foram levantadas questões relacionadas à demanda e oferta, incluindo o eventual aumento da produção de gás nas reservas conhecidas, novas reservas e redução da reinjeção.
O grupo tratou, ainda, sobre os passos a serem dados para atrair investimentos privados para as infraestruturas e produzir gás a preços competitivos. “No comitê do grupo de trabalho do gás para o setor produtivo, nós temos demandas muito específicas. Hoje foi um dia de escutar o setor. Temos muito a construir para poder transformar o país”, destacou o diretor do Departamento de Gás Natural do MME, Marcelo Weydt, durante a reunião do Comitê 4 do GT-GE. Dentre os tópicos abordados estão a identificação das cadeias produtivas que demandam gás natural e dos preços de fornecimento de gás para cada setor, além do atual consumo e o potencial de conversão dos diversos setores industriais. Tudo isso visando aumentar a disponibilidade de gás natural para grandes consumidores da indústria, como a produção nacional de fertilizantes nitrogenados, produtos petroquímicos e outros, reduzindo a dependência externa.
O setor de petróleo e gás natural desempenha um papel essencial para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), gera empregos, aumenta a arrecadação e permite a aplicação dos recursos em políticas sociais. Segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os investimentos em projetos de gasodutos de escoamento, unidades de processamento de gás natural, gasodutos de transporte, e unidades de fertilizantes nitrogenados e metanol podem gerar 342 mil empregos; atrair R$ 94,6 bilhões em investimentos. Com isso, podem aumentar o PIB brasileiro em R$ 79 bilhões e fazer a arrecadação de impostos federais crescer R$ 9,3 bilhões.
Fonte: TN Petróleo
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