A Nova Transportadora do Sudeste (NTS) emplacou umas das maiores emissões de debêntures do mercado, somando R$ 8 bilhões. A oferta supera os R$ 7 bilhões levantados pela Eletrobras no ano passado, uma emissão histórica, dado seu tamanho para o mercado de renda fixa brasileiro. De acordo com fontes, as três séries de debêntures foram distribuídas integralmente para mais de 15 investidores institucionais e a operação foi considerada um sucesso. O processo de venda aconteceu na sexta-feira, dia 9. O montante e as taxas eram fixas. A série de cinco anos ofereceu remuneração de 1,20% ao ano somada ao CDI; a de sete anos foi vendida com taxa de 1,40% mais o CDI; e a de dez anos saiu por 1,70% mais o CDI. A oferta foi coordenada por Itaú BBA (líder), Bradesco BBI, BTG Pactual e Santander.
Os recursos captados serão aplicados em um fundo exclusivo, que adquirirá R$ 8,6 bilhões em notas a serem emitidas pelos acionistas da NTS. Os principais acionistas da empresa são o Nova Infraestrutura Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, gerido pela Brookfield Asset Management, que detém 91,5% das ações, e a Itaúsa, com 8,5%. A transação estruturada prevê o uso do fluxo de dividendos aos acionistas como a principal fonte de pagamento da emissão. A Fitch Ratings atribuiu o Rating Nacional de Longo Prazo “AAA(bra)” à emissão. A agência de avaliação de risco classifica a NTS com o Rating Nacional de Longo Prazo “AAA(bra)”, com perspectiva estável. A instituição afirma que o rating reflete o modelo de negócios da companhia, considerado “sólido”, tendo em vista a característica monopolista, e os contratos de longo prazo sem risco volumétrico e com uma estrutura de garantias, que proporcionam proteção das receitas e margens elevadas. “A Fitch considera que as debêntures propostas fazem parte de uma estrutura para a antecipação de recursos aos acionistas, que implica em compromissos financeiros adicionais à NTS e aumento gerenciável de sua alavancagem financeira. Ainda assim, o perfil financeiro da NTS continuará forte e compatível com a atual classificação”, disse.
A agência também comentou que a emissão de debêntures proposta elevará a alavancagem financeira da NTS para até 3,0 vezes até 2028, com tendência de declínio a partir de 2029, quando se iniciam as amortizações do principal da operação. No cenário-base de rating anterior, a relação dívida líquida/Ebitda permanecia abaixo de 2,0 vezes.
Fonte: O Estado de S.Paulo / coluna do Broadcast
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