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Vale abre concorrência para compra de gás natural

A Vale está com uma concorrência aberta para aquisição de gás natural no mercado livre. Depois de entrar “de forma mais estruturada” no segmento, este ano, a companhia busca molécula para 2025 e sinaliza o interesse de ampliar os volumes contratados diretamente dos supridores, disse a gerente de Suprimentos de Combustíveis e Lubrificantes da empresa, Leticia Garcez. “Gostaria muito que em 2025 fosse ainda mais significativa a nossa parcela no mercado livre”. Ela relata que a Vale entrou no mercado livre no fim do ano passado, em suas unidades em Minas Gerais e no Espírito Santo. Este ano, a mineradora pretende dar mais um passo e substituir o óleo combustível por gás natural em sua Usina de Pelotização no Maranhão. A aposta no mercado livre tem ocorrido em etapas. Primeiramente, a companhia testou o modelo por meio de um contrato interruptível e, depois, por meio de um contrato firme de curtíssimo prazo em 2023. Um dos principais supridores da mineradora é a Shell Energy. “Eu acho que cada um acha o seu caminho. Para a gente ter começado pequeno foi importante”, disse. “Isso deu confiança para que, em 2024, a gente já entrasse no mercado de maneira mais intencional, mais madura. Agora a gente já tem um bom portfólio de fornecedores no mercado livre”, complementou.

Segundo ela, a entrada no mercado livre foi motivada pela busca por competitividade e produtos mais flexíveis e customizados, para atender às variações de demanda dentro de uma semana ou mês, por exemplo.  “Essa liberdade de se poder escolher o que melhor lhe atende, no mercado que a gente entende que vai ser mais competitivo, foi o que nos alavancou a fazer esse movimento: preços mais baixos, contratos customizados, flexibilização no seu modelo de contrato. É muito nessa linha que a gente tem, que nos cativou a fazer esse movimento”, afirmou. A gerente de Vendas e Originação de Gás da Shell Energy Brasil, Carolina Bunting, destaca que, do ponto de vista do fornecedor, atuar no mercado livre significa trabalhar com diferentes tipos de produtos para os diferentes comportamentos de consumo dos clientes. Isso passa, segundo ela, por ofertar contratos customizados com diferentes tipos, por exemplo, de indexação. A companhia tem oferecido gás indexado ao Henry Hub (preço de referência do gás nos EUA), e não só ao barril do petróleo Brent.  Bunting cita também que há uma demanda no mercado hoje por contratos com volumes crescentes – ou decrescentes– ao longo do tempo de contrato. Ou com perfis de fornecimento mais sazonalizado. A Shell também oferece, segundo ela, opções para clientes que preferem contratar diretamente o acesso à malha de gasodutos de transporte e aqueles que terceirizam a contratação para a própria fornecedora da molécula. “A Shell nesse sentido é agnóstica. É realmente o que faz mais sentido para os clientes e qual a estratégia de compra e gestão de gás que eles vão ter. A gente vai lá e adapta o cliente para se adequar a essa estratégia comercial”, comentou.

Fonte: Epbr

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