Com a cotação do dólar se aproximando dos R$ 5,7 e um furacão ameaçando a região do Caribe, o preço da gasolina e do diesel no Brasil se afasta cada vez mais do praticado no mercado internacional. O movimento abre espaço para que a Petrobras reajuste os combustíveis, apesar da nova política da empresa não seguir mais a paridade de importação (PPI) e a presidente da estatal, Magda Chambriard, ter acenado com a manutenção dos preços “abrasileirados”. No caso da gasolina, já são 257 dias sem mexer no preço, o que deixa a defasagem em 19% (dado do fechamento de segunda-feira) em relação ao Golfo do México, região usada como referência dos importadores. No diesel, o preço está há 190 dias inalterado e a diferença é de 17%. Para equiparar os preços, a Abicom calcula que a Petrobras poderia elevar a gasolina em R$ 0,67 e o diesel em R$ 0,73. “Já passou da hora da Petrobras reajustar os seus preços. Vimos que a Petrobras anunciou aumento de 3,2%, e, pra gente, a expectativa é de que vai anunciar sim o aumento do preço da gasolina e do diesel”, disse o presidente da Abicom, Sergio Araújo, destacando a pressão nas contas da estatal com a proximidade do dólar de R$ 5,70 nesta terça (02).
Fonte: Broadcast / Ag.Estado
Related Posts
ANP: etanol é mais competitivo do que a gasolina em quatro Estados
O etanol era mais competitivo em relação à gasolina em apenas quatro Estados na semana encerrada em 18 de abril. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol tinha paridade de 69,48% ante a gasolina,...
Refinaria de Mataripe reduz diesel S-10 em 1,05% e gasolina em 1,36% a partir desta 5ªf
A Refinaria de Mataripe, na Bahia, vai reduzir o preço do diesel S-10, o menos poluente e mais vendido, em 1,05% a partir da quinta (23), caindo para média de R$ 5,86 o litro. Já a gasolina teve queda de...

