O superintendente da EPE, Marcos Frederico, reforçou a necessidade do aumento da oferta de gás natural para o mercado consumidor e apontou o gás onshore como “esperança de um gás adequado e barato”. Ele também falou da importância dos pequenos produtores para o desenvolvimento regional e como a abertura do mercado beneficiou esse processo. “A gente via a necessidade de passar os ativos para outros níveis de produção, que são interessantes para todo mundo. Hoje, temos o exemplo de Mandacaru, que trabalha com um volume pequeno e é muito importante”, afirmou. Para o representante da EPE, o gás onshore traz oportunidades com potencial para transformar a vida local, nas regiões onde é explorado. Também possibilita a interiorização do energético, mesmo que paulatinamente, implementando soluções que seriam entregues a médio prazo, como corredores azuis, até a implantação de gasoduto fazendo a ligação Pará – Santo Antônio – Ceará até o litoral do Piauí.
Dentre as vantagens da exploração por pequenos produtores, Frederico cita a agilidade e competência para lidar com pequenos volumes. “Existem campos hoje com 12 pessoas cuidando, e a gente sabe que não existe um volume baixo de investimento. Mesmo que seja pequeno, o volume de recursos é significativo. A monetização é fundamental”, disse. Marcos Frederico também cita o exemplo da interligação do terminal de GNL da Eneva à malha da TAG como uma realização importante, dada a capilaridade que Sergipe tem com players privados. “A expectativa do mercado é muito grande, a dos pequenos [produtores] são maiores ainda. Já houve uma série de desentraves, mas ainda temos problemas com a monetização. A gente vê em Sergipe uma legislação que está bem à frente e torce para que outros modelos estaduais consigam se adequar”. O superintendente também defende o avanço das discussões para permitir o desenvolvimento das atividades na Margem Equatorial e o avanço da exploração não-convencional.
Fonte: Epbr

