A estatal boliviana YPFB informou, nesta terça (26), a assinatura de contrato com a TotalEnergies e a Matrix Energia para viabilizar a chegada do gás argentino ao Brasil, por meio do gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol). “O sistema de dutos dos três países representa um projeto crucial para a integração energética da América do Sul em benefício do mercado regional de gás”, disse a YPFB, em nota. No dia 18 de novembro, o Brasil e a Argentina firmaram uma parceria para viabilizar a importação de gás natural produzido na reserva argentina de Vaca Muerta. O acordo prevê diferentes rotas de transporte, como o próprio Gasbol, a construção de um novo gasoduto pelo Paraguai, além do processamento do gás para ser levado como forma de gás natural liquefeito (GNL). Com o acordo assinado nesta terça, a YPFB, a francesa TotalEnergies e a Matrix Energia, controlada pelo fundo de investimentos Prisma e o grupo Duferco, estão autorizadas a operar e administrar o fluxo de gás na região pelo sistema de dutos, de cerca de mil quilômetros, ligando os centros de produção da Argentina aos pontos de consumo no Brasil. O governo boliviano fez ajustes na regulação para permitir o trâmite. “Esse esforço conjunto das três empresas representa um passo crucial para iniciar o fornecimento de gás natural de Vaca Muerta e das bacias argentinas através do Sistema Integrado de Transporte da Bolívia, ao mercado consumidor brasileiro, promovendo a continuidade das iniciativas recentemente anunciada pelas empresas em causa e fortalece o processo de integração energética regional”, afirmou a YPFB, em nota. No lado argentino, a TotalEnergies, primeira operadora privada a atuar na Argentina, obteve licenças de exportação para levar o gás para o Brasil por meio de contratos com a Matrix Energia.
Fonte: Valor Online
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