A PRIO pode rever o contrato firmado com a Petrobras no fim de 2024, de uso do Sistema Integrado de Escoamento da Bacia de Campos, por onde agora passa o gás dos campos de Albacora Leste e Frade. Atualmente, a empresa tem acesso à capacidade de ocupação de 300 mil m3/dia, mas esse volume pode chegar a pouco mais de 1 milhão de m3/dia com a entrada em operação do campo de Wahoo, o que deve acontecer até 2026.
“O mesmo contrato permite a revisão da quantidade (de gás). São contratos muito complexos, com regras de operação e de revisão do volume em determinadas janelas, ao longo do período (contratado)”, afirmou Gustavo Hooper, gerente de Comercialização da PRIO.
A petrolífera independente começou há uma semana a vender gás diretamente a consumidores finais de grande porte, sem a presença de intermediários. Até então, o seu portfólio de compradores se restringia a outras petrolíferas, que retiravam o produto em seus FPSOs.
No dia 1º de janeiro, a entrega passou a ser feita em Macaé (RJ), onde funciona a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Cabiúnas. Com essa mudança, a empresa consegue aumentar o valor agregado do produto. De acordo com Hooper, todo gás de Albacora Leste e Frade já estão comprometidos.
Para escoar o gás que vai ser produzido em Wahoo, a empresa conta com a liberação de capacidade da UPGN de Cabiúnas após a conclusão da Rota 3, a nova rede de escoamento da Petrobras que vai interligar campos do pré-sal ao Complexo de Energias Boaventura, no município de Itaboraí (RJ).
De Cabiúnas, o gás pode entrar na rede local até chegar nos dutos da NTS e da TAG e, a partir daí, ser entregue em todo país. Atualmente, a venda acontece apenas na saída da UPGN. A contratação do acesso às duas redes, no entanto, fica por conta dos consumidores.
Já a comercialização ao mercado está sendo feita diretamente pela petrolífera. Mas a PRIO não descarta vender, no futuro, para outras comercializadoras, que podem passar a fazer parte do portfólio de clientes, formado atualmente por distribuidoras, indústrias e usinas térmicas.
Fonte: PetróleoHoje
Related Posts
MME: dificuldade de acesso às infraestruturas é barreira à queda do preço do GN
As infraestruturas de escoamento e processamento são hoje um dos principais fatores de impacto sobre os preços do gás natural no Brasil, na avaliação do MM)., Marcello Weydt, diretor de GN do Ministério,...
Shell defende acesso negociado a sistemas integrados de gás
A Shell apoia a preservação do acesso negociado às infraestruturas de escoamento e processamento de gás natural. A companhia aponta que o modelo é indispensável e defende mudanças na minuta apresentada pela...

