A empresa Marca Ambiental informou o início da construção de uma planta de biometano no aterro sanitário de Cariacica (ES), prevista para começar a produzir no segundo semestre de 2025. O investimento no projeto é de R$ 70 milhões. Ao todo, a usina será capaz de processar 60 mil m³/dia de biogás em biometano. Em 2024, a Marca anunciou uma parceria estratégica com a francesa Air Liquide, que será a responsável pela construção da usina. A Marca já produzia biogás para geração de energia no aterro, mas decidiu avançar com a construção de uma planta de biometano.
O projeto deve ficar pronto num momento em que os agentes do mercado de gás se preparam para atender ao mandato da lei do Combustível do Futuro a partir de 2026. Além da usina de Cariacica, a Marca Ambiental estuda uma planta de biometano no aterro de Linhares (ES). “Esse é um aterro compacto, mas com a redução do ICMS, ele poderá entrar em operação muito antes do esperado”, afirmou o diretor de Energias Renováveis do Grupo Marca, Diogo Ribeiro. Ele se refere à lei estadual que reduziu, em 2023, de 17% para 12% a alíquota do ICMS sobre o gás natural no Espírito Santo.
A partir de janeiro de 2025, o biogás e biometano, além do GNV, também tiveram suas alíquotas reduzidas para o mesmo patamar. “A competitividade é muito difícil de ser alcançada quando comparamos as escalas dos projetos. Estamos falando de uma usina que precisa purificar o biogás do aterro sanitário, competindo com as gigantes do petróleo que, muitas vezes, até queimam o gás produzido”. “Dessa forma, ao reduzir o ICMS, conseguimos trabalhar com preços melhores, sem impactar no valor final do produto”, comentou.
Fonte:Eixos
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