Os preços da Gasmig permanecerão estáveis para o próximo trimestre deste ano. O reajuste, anunciado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), está previsto para 1º de fevereiro. Especialista consultado pelo Diário do Comércio avalia que influência, a partir de agora, ganha uma nova figura em função das promessas do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar a oferta de petróleo.
O valor do GNV, que em novembro estava em R$ 3,1022 por m³, vai passar para R$ 3,0919 m³ em fevereiro. Já o preço do gás natural industrial obteve uma leve retração de 0,1% e passará a custar, em média, R$ 3,4255 m³ a depender do consumo das indústrias.
De acordo com o consultor de mercado e energia da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Sérgio Pataca, a estabilidade no preço para a indústria apresentada em fevereiro é resultado de um equilíbrio entre o reajuste da margem de 4,43% – definido a partir do IPCA – com o decréscimo do preço da molécula, influenciado principalmente pelo dólar e petróleo. Diferente do crescimento acentuado nos anos anteriores, o consultor ressalta que, após resultados relativamente estáveis em 2024, 2025 se inicia em patamares semelhantes.
Para o decorrer do ano, as expectativas se concentram consideravelmente no contexto global. Além da variação do dólar e do preço do petróleo, as políticas de Trump nos Estados Unidos poderão impactar de forma positiva ou negativa as tarifas ao redor do mundo.
Recentemente, Trump declarou que estaria reinserindo em prioridade nacional a extração e a produção de petróleo e gás na maior economia mundial. Segundo ele, a intenção é que seja utilizada o máximo de potencial do país, detentor das maiores reservas provadas do mundo.
As medidas que favorecem o petróleo podem beneficiar o Brasil a depender das circunstâncias. Para o consultor da Fiemg, a commoditie de gás natural é bastante influenciada politicamente e uma possível expansão na atração para consumo interno em solo norte-americano poderá ampliar a oferta de gás de outros países, como a Rússia, resultando em uma maior disponibilidade no mercado e preços mais atrativos.
Ainda faltam políticas para ampliação do gás natural na indústria mineira
A atratividade dos preços é vista como crucial para o desenvolvimento do mercado mineiro, já que 92% do gás natural no Estado é consumido pela indústria, enquanto no Brasil, o índice chega a 53%.
“Entendemos a importância do gás natural, especialmente como um combustível de transição menos poluente e percebemos que a indústria tem potencial de expandir essa utilização. Entretanto, são necessárias políticas estaduais e federais para favorecer essa ampliação”, pontua Pataca.
Até 2026, a Gasmig estará com as obras em andamento do Gasoduto Centro-Oeste, cujo pontapé foi dado no dia 4 de março do ano passado. Centros industriais de cidades como Divinópolis e Itaúna, por exemplo, serão contemplados com novas alternativas energéticas no Estado.
A iniciativa conta com aportes de R$ 800 milhões e é apontada como a principal do Estado no segmento. Além de beneficiar indústrias, a expectativa é que a construção fomente 15 mil empregos diretos e indiretos em oito municípios: Betim, Divinópolis, Igarapé, Itaúna, Juatuba, Mateus Leme, São Joaquim de Bicas e Sarzedo.
Fonte: Diário do Comércio (MG)
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