Desde a semana passada, com a queda mais expressiva das cotações do petróleo no mercado internacional, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem feito pressão nos bastidores para que a reduza os preços dos combustíveis nas refinarias. O ministro teria procurado o comando da petroleira na semana passada, após o anúncio da Opep+. A queda do Brent abriria espaço para novas reduções, na visão de Silveira. Os preços dos combustíveis são definidos pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, pelo diretor financeiro, Fernando Melgarejo, e pelo diretor de comercialização e mercados, Claudio Schlosser. O conselho de administração da empresa, por sua vez, não trata de reajustes, apenas verifica se a política de preços está sendo aplicada conforme o previsto.
Segundo cálculos da StoneX, a gasolina da está R$ 0,15 acima do preço de paridade de importação, ou 5,2%. O diesel da estatal, diz a consultoria, está R$ 0,17 acima do preço internacional, ou 4,9%. Conforme a Abicom, tanto a gasolina quanto o diesel da Petrobras estão R$ 0,11 mais caros do que a paridade de importação, sendo a gasolina 4% e o diesel 3% acima. Neco Argenta, presidente da distribuidora de combustíveis Argenta, defende uma queda mais expressiva dos preços dos combustíveis, como forma de ajudar o país num momento de alta da inflação.
Fonte: Valor Econômico
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