Desde a semana passada, com a queda mais expressiva das cotações do petróleo no mercado internacional, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem feito pressão nos bastidores para que a reduza os preços dos combustíveis nas refinarias. O ministro teria procurado o comando da petroleira na semana passada, após o anúncio da Opep+. A queda do Brent abriria espaço para novas reduções, na visão de Silveira. Os preços dos combustíveis são definidos pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, pelo diretor financeiro, Fernando Melgarejo, e pelo diretor de comercialização e mercados, Claudio Schlosser. O conselho de administração da empresa, por sua vez, não trata de reajustes, apenas verifica se a política de preços está sendo aplicada conforme o previsto.
Segundo cálculos da StoneX, a gasolina da está R$ 0,15 acima do preço de paridade de importação, ou 5,2%. O diesel da estatal, diz a consultoria, está R$ 0,17 acima do preço internacional, ou 4,9%. Conforme a Abicom, tanto a gasolina quanto o diesel da Petrobras estão R$ 0,11 mais caros do que a paridade de importação, sendo a gasolina 4% e o diesel 3% acima. Neco Argenta, presidente da distribuidora de combustíveis Argenta, defende uma queda mais expressiva dos preços dos combustíveis, como forma de ajudar o país num momento de alta da inflação.
Fonte: Valor Econômico
Related Posts
ANP: preços dos combustíveis fecham primeira semana de outubro perto da estabilidade
Levantamento da ANP mostra que os preços dos combustíveis ficaram praticamente estáveis na primeira semana de outubro em relação ao fechamento de setembro. O preço médio do diesel S-10, o mais consumido e...
ANP: etanol é mais competitivo do que a gasolina em 10 Estados e no DF
O etanol é mais competitivo em relação à gasolina em 10 Estados e no Distrito Federal nesta semana. Na média dos postos pesquisados no País, o etanol apresentou paridade de 63,30% em relação à gasolina,...

