Maior usina a gás natural do Brasil, a termelétrica GNA II, no Rio de Janeiro, teve operação comercial autorizada pela Aneel no dia 30 e acrescentou 1,673 gigawatts (GW) de potência ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A usina começou a gerar dois meses antes da previsão atual (1º agosto), revertendo parte dos atrasos. Mesmo com a expansão recorde na capacidade de geração termoelétrica no Brasil, a potência nova é insuficiente para atender a demanda do SIN. A GNA II é a maior do Brasil, com potência equivalente a 10% de todas capacidade em térmicas movidas a gás natural. Além de gás natural, liquefeito (GNL) e biometano, a planta pode operar com uma mistura de até 50% de hidrogênio, segundo a agência. São três turbinas a gás e uma turbina a vapor. O complexo da Gás Natural Açu S/A está localizada no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). No mesmo porto, está instalada a UTE GNA, que tem uma capacidade de 1,338 GW.
Expansão contratada é insuficiente para garantia de potência
Maior usina a gás natural do Brasil, a termelétrica GNA II, no Rio de Janeiro, teve operação comercial autorizada pela Aneel na sexta (30) e acrescentou 1,673 gigawatts (GW) de potência ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A usina começou a gerar dois meses antes da previsão atual (1º agosto), revertendo parte dos atrasos. Mesmo com a expansão recorde na capacidade de geração termoelétrica no Brasil, a potência nova é insuficiente para atender a demanda do SIN. A GNA II é a maior do Brasil, com potência equivalente a 10% de todas capacidade em térmicas movidas a gás natural. Além de gás natural, liquefeito (GNL) e biometano, a planta pode operar com uma mistura de até 50% de hidrogênio, segundo a agência. São três turbinas a gás e uma turbina a vapor. O complexo da Gás Natural Açu S/A está localizada no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). No mesmo porto, está instalada a UTE GNA, que tem uma capacidade de 1,338 GW. A GNA II foi negociada no leilão A-6 de 2017, mas o projeto sofreu alterações no cronograma devido à mudança no ponto de conexão ao sistema e à pandemia de covid-19, em 2020. Ocorreram atrasos na emissão da licença ambiental da linha de transmissão à qual a usina é conectada. No final de 2024, um ato de vandalismo derrubou a linha e suspendeu temporariamente os testes de comissionamento.
Expansão contratada é insuficiente para garantia de potência
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) identificou um déficit de potência de 4 GW no segundo semestre de 2025, segundo a MegaWhat. O montante seria contratado no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), com entrega a partir de setembro de 2025. O leilão foi cancelada pelo MME, em razão de ações judiciais movidas por geradores insatisfeitos com as regras originais do leilão. O MME ainda não definiu as novas diretrizes, mas entrada de potência em térmicas existentes em 2025 já está descartada. Para contornar o déficit, o governo antecipou contratos de usinas termoelétricas contratadas em 2021, com o despacho de usinas existentes e com o reforço na importação de energia do Uruguai e da Argentina para suprir a região Sul. A retomada do horário de verão também é cogitada.
Expansão da matriz elétrica
Com o novo empreendimento, a expansão termelétrica a combustíveis fósseis (gás natural, GNL e óleo) atinge 73% capacidade total prevista de 2,403 GW, conforme dados da Aneel. Agora, são esperados 642 MW adicionais até o fim de 2025. Até 2 de junho, além da GNA II, entraram em operação as usinas Auxiliadora (1,3 MW), no Amazonas, e Nova Venécia 2 (87,2 MW), localizada no Maranhão. Mais termelétricas previstas para 2025: Novo Tempo Barcarena (629 MW); Vila Amazônia (5,4 MW); Moura (1,09 MW); Carvoeiro (0,37 MW); e Santa Isabel do Rio Negro (5,4 MW). Será a maior expansão do parque termelétrico brasileiro em um ano desde 2013, segundo os dados públicos da Aneel. Além as térmicas a gás natural, são previstos 794 MW em térmica a biomassa.
Fonte: Eixos
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