A diversificação da matriz energética do oeste baiano, importante polo de desenvolvimento agropecuário do estado, foi tema de reunião realizada no último dia 16 na sede da Bahiagás, em Salvador, onde os representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schimdt, Lizane Ferreira e Karen Machado, respectivamente presidente, diretora executiva e diretora institucional da entidade, foram recebidos pela diretoria executiva da Bahiagás, composta pelo diretor-executivo, Luiz Gavazza, a diretora Técnica e Comercial, Larisse Stelitano, e o diretor Administrativo e Financeiro, Vitor Hill. O assunto girou em torno das possibilidades de oferta de gás natural à região, que engloba 36 municípios, empresas agrícolas, mineração e agroindústrias.
De acordo com Luiz Gavazza, discutiu-se tanto a possibilidade de levar o gás natural por meio de redes locais, como incentivar a produção local de biometano a partir dos resíduos e efluentes da agroindústria, da pecuária, de aterros sanitários, entre outros. “Foi uma reunião excelente. As preocupações dos produtores rurais do Oeste se alinham aos propósitos de ação da Bahiagás, que tem a interiorização do gás natural e o fomento à produção de energias mais limpas como prioridades de atuação”, afirmou.
Larisse Stelitano destacou também que o fornecimento de gás natural para aquela região já faz parte do Plano Diretor da Bahiagás, a princípio por meio de redes locais abastecidas por gás natural liquefeito regaseificado. “Mas é uma área de grande potencial para produção de biometano, em razão da quantidade expressiva de resíduos ou substratos resultantes da produção agropecuária”, disse, enfatizando que a Bahiagas está com a chamada pública de biometano aberta atualmente.
Um dos resultados da reunião foi a proposta de organizar ações conjuntas de fomento ao desenvolvimento da cadeia produtiva de biometano. “Com isso, é possível ampliar o número de fontes da matriz energética do oeste baiano e promover uma transição sustentável, investindo em uma economia de baixo carbono”, acrescentou Vitor Hill.
Para Moisés Schimdt, presidente da Aiba, entidade sediada em Barreiras e que reúne mais de 1,3 mil produtores rurais, a reunião com a Bahiagás representou um diálogo estratégico sobre alternativas energéticas para o oeste baiano. “A energia é o insumo que move o campo. O maior gargalo hoje é a limitação no fornecimento de energia, que trava a expansão da produtividade agrícola. Nossa associação tem buscado soluções concretas junto aos entes públicos e privados, e o gás natural pode representar uma alternativa viável, sustentável e segura para garantir mais autonomia e previsibilidade ao produtor rural”, disse. “Seguiremos firmes nesse caminho de articulação, para que o agro tenha estrutura para se desenvolver com segurança e sustentabilidade”.
Fonte: Bahiagás / Comunicação
Related Posts
Exclusivo: Governo avalia antecipar contratação de gás natural para térmicas para mitigar riscos com guerra
Em meio às incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio, o governo federal discute antecipar a contratação de GNL para suprimento de usinas térmicas, apurou o Valor. A medida visa mitigar o risco...
Balneário Camboriú é a terceira cidade com maior número de consumidores de gás natural em Santa Catarina
A "Dubai Brasileira" não se destaca apenas pela altura de seus arranha-céus, mas também pela sua crescente eficiência energética. Com mais de 5,3 mil consumidores conectados à rede de gás natural, a cidade...

