O diretor de biometano da Copa Energia, Luiz Pellegrini, afirmou acreditar em uma solução híbrida entre o modal rodoviário e a malha de gasodutos para disponibilizar o biometano aos consumidores. O mandato da mistura de 1% do biocombustível ao gás natural começa a valer no ano que vem, aplicado sobre o gás produzido ou importado. “Quando olhamos para todo o volume que a gente tem, se quisermos disponibilizar para grandes consumidores, vamos precisar da malha dutoviária. A nova classificação de dutos e a forma como eu vou fazer essa integração precisa ser bem pensada”. “O que talvez vá acontecer é ter modais híbridos. Vamos transportar de caminhão até uma certa localidade e, dali expandir por dutos, fazendo os hubs logísticos”, acrescentou. Para o diretor da Copa, o transporte por rodovias será usado nos primeiros anos de mandato para atingir o percentual das operações com biometano, quando os volumes serão menores. O percentual máximo da mistura do biometano ao gás natural, previsto na lei do Combustível do Futuro, é de 10%. A preocupação quanto ao uso de caminhões para transportar o biometano, segundo Pellegrini, é a limitação do quanto esses veículos conseguem transportar em volumes e distâncias.
Regulamentação
O diretor também apontou questões pendentes sobre a regulamentação do mandato, sobretudo em relação aos aspectos de comercialização da molécula e do atributo ambiental, que poderá ser adquirido por meio dos certificados de garantia de origem do biometano (CGOB) para fins de cumprimento de obrigações de descarbonização. “Como é que vai ser a valoração desses mercados? Como é que eu vou separar isso de fato e vou atribuir valores corretos? Eu não posso ganhar em todos os pontos da cadeia, porque senão eu crio um valor artificial para uma molécula que vai ter suas competências”, questionou.
Fonte: Eixos
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